O ator e diretor norte-americano Clint Eastwood foi glorioso, aplaudido de pé durante a homenagem ao cineasta português Manoel de Oliveira no Festival de Cinema de Cannes, na segunda-feira. Dois gigantes - bem diferentes um do outro - do cinema.

Clint continuou muito aplaudido ontem após a projeção e, depois, na coletiva após a exibição de "The Exchange", seu longa em competição, que concorre à Palma de Ouro.

O filme conta a história de uma mãe cujo filho foi seqüestrado. Ela se bate contra a violência das instituições e a corrupção da polícia para reaver sua cria. É agitada por um padre que faz campanha contra as autoridades, pelo rádio, na Los Angeles de 1928. A história é real e conta como a polícia, pressionada pela opinião pública, tenta resolver rapidamente o caso, impingindo a Angelina Jolie um garoto que, obviamente, não é o filho dela. Quando a mãe tenta protestar, é encarcerada no manicômio judiciário. Paralelamente a todo esse horror se desenvolve outro - o garoto foi vítima de um serial killer que cometeu mais 20 assassinatos de jovens.

É uma história real e Clint revelou que a leu rapidamente - devorou - no vôo para Berlim, no ano passado, quando foi apresentar "As Cartas de Iwo Jima" no festival. Durante o vôo de volta, ele já estava decidido a fazer "The Exchange". O filme lhe permite retomar de outro ângulo, agora o da mãe, o abuso infantil de "Sobre Meninos e Lobos". A Los Angeles degradada de "The Exchange" parece um desdobramento da cidade dos anjos de "Chinatown", de Roman Polanski, e "L.A. Confidencial", de Curtis Hanson. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

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