Filme clássico com Paul Newman e Elizabeth Taylor completa 50 anos

LOS ANGELES, por Antonio Martín Guirado ¿ Neste sábado se completa meio século da estréia nos Estados Unidos de Gata em Teto de Zinco Quente, um clássico de Hollywood, candidato a seis Oscar, que teve Paul Newman e Elizabeth Taylor como casal protagonista.

EFE |

Produção com Newman e Taylor
concorreu a seis Oscar / Divulgação

A história começa com a festa de 65 anos de aniversário de Harvey Pollitt, interpretado por Burl Ives, patriarca de uma abastada família do sul dos EUA, que vê seus parentes entrarem em grande tensão após ser descoberto que ele tinha câncer.

Enquanto isso, Brick (Newman), filho predileto de Pollitt e ex-estrela do futebol americano, busca refúgio no álcool enquanto Maggie (Taylor), sua esposa, recrimina sua falta de desejo sexual e a obsessão que tem com seu melhor amigo, que se suicidou.

As falsas aparências, as relações entre pais e filhos, o amor, o rancor e a inveja encontraram nesta obra da Metro-Goldwyn-Mayer uma de suas máxima expressões pelas mãos do diretor e escritor americano Richard Brooks.

O filme, uma adaptação da obra teatral homônima do Tennessee Williams que deu ao autor o prêmio Pulitzer em 1955, recebeu indicações de melhor ator (Newman), melhor atriz (Taylor), melhor fotografia (William H. Daniels), melhor diretor (Brooks), melhor roteiro adaptado (Brooks e James Poe) e melhor filme.

Brooks voltou a adaptar obras de Williams em "Doce pássaro da juventude" (1962), com Newman e Geraldine Page.

A produção teatral original, estrelada na Broadway (Nova York) em 24 de março de 1955 e dirigida por Elia Kazan, contou com Ives e Madeleine Sherwood nos papéis que voltaram a repetir depois no filme, embora Ben Gazzara, que encarnou Brick, tenha rejeitado o papel para o cinema, da mesma forma que Elvis Presley. Barbara Bel Geddes foi encarregada de dar vida à "gata" Maggie na versão teatral.

Apesar de ter sido um dos sucessos do ano nos EUA, com arrecadação de cerca US$ 26 milhões, com orçamento de apenas US$ 3 milhões, Tennessee Williams nunca se mostrou satisfeito com a adaptação realizada por Brooks.

Parte dessa insatisfação se atribui em parte ao fato de o homossexualismo latente de sua obra ter sido praticamente ignorado na adaptação cinematográfica. "Este filme fará com que a indústria do cinema retroceda 50 anos", disse Williams. "Vão para casa", gritou para as pessoas que aguardavam em fila para entrar no cinema.

Essa foi a razão também pela qual George Cukor rejeitou a oferta da MGM para dirigir o longa, cujo papel de protagonista foi pensado em princípio para Grace Kelly e Lana Turner.

Hoje em dia a obra de Williams segue sendo apresentada na Broadway com um elenco cheio de atores negros, nos quais se destaca a presença de James Earl Jones e Terrence Howard, dirigidos por Debbie Allen.

Antes disso, houve novas estréias em 1974, com Elizabeth Ashley e Keir Dullea; em 1990, no que foi a estréia teatral de Kathleen Turner; em 2003, com Ashley Judd e Jason Patric, e um ano depois, com Mary Stuart Masterson.

Até a televisão lançou duas produções inspiradas na obra: a primeira, em 1976, protagonizada pelo casal formado por Natalie Wood e Robert Wagner, e uma segunda, em 1985, com Jessica Lange e Tommy Lee Jones a frente do elenco.

Como dizia Taylor em resposta à pergunta de Newman no filme: "Qual é a grande vitória da gata permanecer sobre o telhado de zinco?"; "Acredito que permanecer nele o máximo que puder".

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