Washington, 26 jun (EFE).- A morte repentina de Michael Jackson não só deixou desamparados milhões de fãs ao redor do mundo, mas também fez com que seus três filhos ficassem órfãos, e o futuro deles, ainda incerto, atrai todo tipo de especulações.

As dúvidas sobre quem ficará com a guarda de Michael Joseph Jackson Junior, de 12 anos, Paris Michael Katherine Jackson, de 11, e Prince Michael Jackson II, de 7, que moravam com Michael, eram o principal assunto dos meios de comunicação, os mesmos dos quais o cantor tentava, sem muito sucesso, mantê-los afastados.

As crianças, que não foram nesta quinta-feira ao hospital de Los Angeles no qual o músico morreu, aos 50 anos, estavam ao lado de Michael quando ele sofreu a parada cardíaca.

Elas ficaram em casa com sua babá, Grace, a qual a cadeia "ABC" afirma ser a principal candidata a ficar com a guarda das crianças.

Por enquanto, os três estão com a avó, Katherine, segundo disse a "US Magazine" o advogado da família Jackson, Brian Oxman, que não descarta que ela fique com a tutela das crianças.

A ex-mulher de Michael e mãe de seus dois filhos mais velhos, a ex-enfermeira Debbie Rowe, renunciou à guarda das crianças após o divórcio, mas voltou a pedir a custódia delas em várias ocasiões.

Apesar de vários biógrafos duvidarem de que Prince Michael I e Paris tenham laços genéticos com o pai, no caso de Debbie decidir ficar com a tutela das crianças, começaria uma batalha legal, segundo Oxman.

O futuro do Prince Michael II é ainda mais incerto, já que ele foi concebido artificialmente com o sêmen de Michael e a criança nunca conheceu a mãe.

Marcados pelas excentricidades do cantor, que colocou seu nome nos três, as crianças tiveram uma infância anormal, imersas em um mundo de fantasia, brinquedos e viagens espetaculares.

Em uma tentativa de protegê-los da inevitável perseguição dos meios de comunicação, Michael cobria os rostos dos filhos com lençóis ou máscaras em quase todas as aparições públicas.

No entanto, longe de conseguir afastar os flashes das crianças, a excentricidade de Michael manteve os três permanentemente nas capas de tablóides e blogs.

A imagem que mais afetou a reputação de Michael foi tirada em 2002, quando ele foi fotografado na sacada de um hotel de Berlim, na Alemanha, segurando nos braços Prince Michael II sobre o vazio, com a intenção de mostrar o bebê aos fãs, que estavam na rua.

O suposto envolvimento de Michael em vários casos de pedofilia e as dificuldades para pagar seus advogados, os funcionários do rancho Neverland e inclusive a hipoteca da famosa propriedade acabaram manchando a imagem do "Rei do pop". EFE llb/db

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