Amparados em acórdão do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), promotores do Ministério Público (MP) anunciaram nesta quarta-feira o início do rastreamento de dados bancários e fiscais do advogado Mário Covas Neto, o Zuzinha, filho do falecido governador Mário Covas (1995-2001) e alvo de investigação por suposto envolvimento em contratos superfaturados da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU).

A quebra do sigilo de Zuzinha, relativa ao período de janeiro de 1995 a dezembro de 2000, foi decretada em junho do ano passado pela 12ª Câmara de Direito Público do TJ.

Por votação unânime, os desembargadores mantiveram decisão liminar da 14ª Vara da Fazenda Pública. Para o relator Osvaldo de Oliveira "restou demonstrado nos autos a existência de indícios de fraude e superfaturamento em licitação pública e contratos da CDHU".

"Sofro um prejuízo constante", reagiu Zuzinha. "É uma coisa sem fim. Há suspeita de fraude entre uma empresa pública e empresas privadas com as quais não tenho absolutamente nada e querem abrir meu sigilo. A suspeita remonta a 1998 e fico eu, de tempos em tempos, tendo de responder por algo que nem sequer tenho conhecimento." As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

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