Filho da governadora do RN continua detido pela PF

NATAL - Não há previsão para quando o filho da governadora do Rio Grande do Norte, o advogado Lauro Maia, será ouvido e, possivelmente, liberado. A Polícia Federal (PF) prendeu, nesta sexta-feira, 13 pessoas suspeitas de integrar uma quadrilha que fazia desvio de verbas públicas, por meio de fraude a processos licitatórios.

Redação com Agência Estado |

Junto com Lauro Maia permanecem presas outras 11 pessoas, inclusive o empresário Mauro Bezerra da Silva (da empresa Líder), o último dos 13 envolvidos a ser preso, na Paraíba. Todos são acusados de envolvimento num suposto esquema de fraude em licitações e desvio de dinheiro público.

Dos 13 presos como resultado da operação Higia (realizada pela Polícia Federal no Rio Grande do Norte e na Paraíba), a única pessoa liberada foi o funcionário público, Marco Antônio França de Oliveira.

Segundo informações extra-oficiais sua liberação ocorreu porque ficou claro que ele não ocupa função ordenadora de despesa. Os presos dormiram em colchonetes em salas do prédio da Polícia Federal.

O advogado de Lauro Maia, Erick Pereira, explicou ontem que não há como prever quando seu cliente será ouvido porque os depoimentos estão durando em média 5 horas. A expectativa dele é impetrar um novo habeas corpus e com isso obter a liberação do filho da governadora Wilma de Faria (PSB). O advogado disse acreditar que após o depoimento, a liberação será obtida por meio judicial. O entendimento é que o primeiro habeas corpus, impetrado na noite de sexta-feira, foi negado porque a Polícia Federal ainda não tinha cumprido o objetivo da prisão, ouvir Lauro Maia.

Até agora, segundo informações obtidas na sede da Polícia Federal, já foram ouvidos a ex-candidata à vereadora de Natal, Jane Alves de Oliveira (sexa-feira à noite); o empresário Mauro Bezerra e o funcionário da empresa Líder, Luciano de Souza (ontem). Além deles, as outras pessoas que permanecem presas são a mulher do secretário de Segurança Pública do Estado, Maria Eleonora Lopes de Albuquerque Castim (diretora financeira da Secretaria de Saúde); a procuradora estadual Rosa Maria de Apresentação Figueiredo Caldas Câmara; o secretário-adjunto de Esportes, João Henrique Alves Lins Bahia; o servidor da Procuradoria Geral do Estado, Francenildo Rodrigues Castro; o empresário do grupo Emvipol, Hebert Florentino Gabriel; Anderson Miguel da Silva, da empresa AIG; Francisco Alves de Souza; e Ulisses Fernandes de Barros. Ainda há dificuldade de identificar alguns envolvidos porque a Polícia Federal sequer repassou essas informações à imprensa.

A operação Higia foi deflagrada na sexta-feira pela Polícia Federal para prender 13 pessoas e cumprir 42 mandados de busca e apreensão. A investigação que provocou a operação pretende desarticular uma quadrilha responsável por desvio de recursos públicos por meio de fraudes em licitações. O golpe estaria sendo praticado dentro da Secretaria Estadual de Saúde do Rio Grande do Norte.

Segundo a Polícia Federal, a fraude nas licitações resultava em contratação ilícita de serviços de higienização e limpeza. As investigações começaram em 2005. De acordo com a polícia, o pagamento das faturas mensais dos contratos celebrados irregularmente equivale a R$ 2,4 milhões (média). A estimativa é que tenham sido desviados R$ 36 milhões.

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