Filha depõe sobre patrimônio de presidente do TCE-SP

Alvo do Superior Tribunal de Justiça e da Procuradoria-Geral de Justiça de São Paulo, Eduardo Bittencourt Carvalho, conselheiro-presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), encontrou dentro de sua própria família acusador inesperado, mais contundente até que os procuradores que o espreitam. Claudia Bittencourt Mastrobuono, filha de Bittencourt, relatou detalhes sobre alentado patrimônio do pai, supostamente incompatível com seus rendimentos de conselheiro de contas, cerca de R$ 22 mil mensais.

Agência Estado |

O depoimento de Claudia preenche 5 páginas e discorre sobre bens móveis e imóveis de Bittencourt - casas e apartamentos em São Paulo e no Guarujá, veículos de luxo e propriedade rural com 30 mil hectares em Mato Grosso do Sul.

A Procuradoria-Geral de Justiça de São Paulo mantém a sete chaves o depoimento da filha do presidente do TCE. O inquérito civil aberto para investigar denúncia de enriquecimento ilícito de Bittencourt corre sob segredo de Justiça. Claudia foi ouvida pelo Ministério Público no dia 11 de abril e seu relato, agora, é forte argumento para convencer a Justiça a autorizar a quebra do sigilo bancário, fiscal e financeiro de Bittencourt. A procuradoria conduz inquérito de caráter civil por improbidade contra o conselheiro, que sofre outra investigação, de natureza criminal, no STJ. O Ministério Público não convocou Claudia. Ela própria, espontaneamente, decidiu revelar segredos do pai.

“Esse depoimento é totalmente mentiroso, de uma pessoa (Claudia) que não está bem”, reagiu, indignado, o presidente do TCE. “É um depoimento escabroso, cheio de mentiras e venenos. Estou atravessando um drama familiar, minha ex-mulher (Aparecida) já desmentiu tudo.” Paulo Sérgio Santo André, advogado de Bittencourt, destacou: “Realmente isso começou com um problema de família, oriundo da separação. A inocência do dr. Eduardo está comprovada. O patrimônio que ele tem está todo declarado ao fisco e é legítimo. Isso vai ficar plenamente demonstrado na ação. Não há movimentação bancária em nome dele no exterior.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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