A Polícia Civil começou a investigar o roubo de U$ 8 mil da brasileira Maria Petrúcia Ribeiro da Silva, de 68 anos, que morreu no sábado, logo depois de desembarcar de um voo da TAM, vindo de Nova York. A queixa foi registrada hoje pela filha da passageira, a atendente de aeroporto Sandra Williams, de 37 anos, que veio ao Brasil acompanhar o caso.

"É muito triste que minha mãe, que nasceu neste País, venha para cá para morrer e ainda ser roubada", lamentou.

Sandra entregou à polícia a pochete de couro, com fundo falso, onde o dinheiro estava escondido. A costura feita por Maria Petrúcia havia sido rasgada. A delegada Teresa Pezza pediu à filha da passageira o comprovante de que o dinheiro havia sido sacado do banco. A delegada disse já ter informações de que a bolsa não deixou o aeroporto.

A delegada ouviu dois funcionários da companhia aérea. Um deles relatou que Maria Petrúcia saiu andando do avião e recusou a cadeira de rodas. Já no finger, ela apoiou-se na lateral da ponte de embarque e disse que ia desmaiar. Foi acomodada na cadeira de rodas, até a chegada do socorro. Quando o médico chegou, tentou ressuscitá-la e providenciou a ambulância em que ela foi transportada para o departamento médico.

Omissão

A delegada, que apura ainda se houve omissão de socorro na morte da brasileira, informou que pediu o registro das conversas entre o piloto do avião e a torre de controle. Ela quer saber se a Infraero havia sido avisada com antecedência pela tripulação de que havia uma passageira que precisava de atendimento médico - como informa a TAM -, ou se o comunicado só chegou após o pouso da aeronave, conforme divulgou a estatal.

Teresa Pezza também apreendeu um casaco e um par de tênis de Maria Petrúcia, que, segundo Sandra, têm marcas de vômito. "Ninguém havia me contado, até a filha depor, que a passageira tinha vomitado. Já pedi a lista dos passageiros que estavam sentados em volta dela para saber como ela se comportou durante a viagem, como o seu estado de saúde evoluiu", afirmou a delegada.

De acordo com Teresa, o IML confirmou que a passageira teve uma trombose venal profunda (TVP), doença causada pela imobilidade prolongada (como acontece nos voos) e que leva o organismo a formar coágulos nas veias, dificultando o bombeamento do sangue. Foram recolhidas vísceras para exames patológico e toxicológico. O laudo final da causa da morte deve sair em um mês.

O corpo de Maria Petrúcia está sendo embalsamado para ser transportado para Nova York, onde vivem suas três filhas. A TAM está pagando as despesas do traslado.

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