Filha de ministro do TSE assassinado vira ré na Justiça do DF

Adriana Villela é acusada de ser mandante da morte de José Guilherme Villela e Maria Carvalho Villela e da empregada da família

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Ed Ferreira / AE
Adriana Villela, filha mais velha do ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral, José Guilherme Villela

O juiz-presidente do Tribunal de Júri de Brasília, Sandoval Gomes de Oliveira, aceitou nesta sexta-feira denúncia do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MP-DFT) contra a arquiteta Adriana Villela, apontada como mandante do assassinato de seus pais, o ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) José Guilherme Villela e Maria Carvalho Villela, e da empregada da família, Francisca Nascimento da Silva. Os três foram mortos com 73 facadas no dia 28 de agosto do ano passado, no apartamento onde moravam.

O juiz justifica sua decisão, mesmo sem haver a identificação dos executores do crime, lembrando que nesta fase da ação "não se exige prova cabal da autoria, pois o ordenamento jurídico contenta-se com a existência de meros indícios para justificar a denúncia". Adriana terá dez dias para apresentar a defesa.

A arquiteta afirma que é inocente, que ela e sua família se dispuseram a cooperar com a Polícia Civil, mas que, desde o início, as investigações ignoraram indícios que poderiam ajudar a identificar os criminosos. 

Na sua decisão, Sandoval de Oliveira repete parte da peça acusatória de que o crime foi cometido de forma premedita pela filha do casal, "tendo como motivação conflitos de família por assuntos financeiros". "Ademais, na mesma oportunidade subtraiu em proveito próprio diversas joias pertencentes à mãe, a exemplo de US$ 70 mil dólares de propriedade do casal", observa.

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