SÃO PAULO - Citada no despacho judicial que resultou ontem na prisão de diretores ligados ao grupo Camargo Corrêa, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) negou hoje qualquer participação na distribuição de recursos da empresa para políticos, possibilidade considerada no documento assinado pelo juiz Fausto Martin De Sanctis, da 6º Vara Federal Criminal de São Paulo.

"A entidade nega - de maneira enérgica e definitiva - qualquer hipótese de envolvimento em 'distribuição de dinheiro para funcionários públicos', 'pagamentos por fora' e, muito menos, 'obtenção de benefícios Isso, definitivamente, jamais ocorreu", diz a nota da Fiesp.

A entidade afirma ainda que tem o direito de promover "relações institucionais entre empresas e partidos políticos", desde que respeitada todas as formalidades jurídicas.

Durante uma passagem do despacho é citada a participação de um dirigente da Fiesp na intermediação do repasse de recursos entre Camargo Corrêa e políticos. No trecho citado, o tal dirigente reportava à empresa a insatisfação dos beneficiários com o atraso no repasse de recursos.

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