Os peritos do Instituto de Criminalística (IC) encontraram micropartículas de fibra de náilon grudadas na bermuda que Alexandre Alves Nardoni, de 29 anos, vestia no dia 29 de março, quando sua filha Isabella, de 5 anos, caiu do 6º andar do Edifício Residencial London, na zona norte da capital. O material é compatível com o que existe na tela de proteção da janela dos quartos do apartamento.

Agora, os peritos fazem análise comparativa para ter certeza de que os fios achados na roupa de Alexandre têm a mesma origem dos fios da tela da janela do 6º andar. Trata-se de um exame “genético” das fibras. Os peritos esperam concluir a análise hoje para enviar o resultado aos investigadores, que farão a interpretação do fato. O advogado Rogério Neres de Souza, um dos defensores do casal, minimizou o fato. “Não quero comentar porque é extra-oficial, mas não vejo nada demais na informação, já que muitas testemunhas viram Alexandre tentando ouvir o coração de Isabella.”

O IC já concluiu que as manchas encontradas no lençol, no colchão e na sala do apartamento número 62 realmente são de sangue. Também já fez o seqüenciamento do DNA de Isabella. Resta saber se o sangue encontrado na blusa e na calça da madrasta Anna Carolina Trotta Peixoto Jatobá, de 24 anos, é de Isabella. A comparação entre o DNA da garota e o sangue encontrado na roupa começou a ser feita ontem - e também deve ficar pronta hoje.

Muitas das manchas encontradas no apartamento e no carro de Alexandre não tinham material suficiente para realização do teste de DNA. “Mas o fato de um exame não dar positivo, não significa que a amostra analisada não era sangue, pois em muitos casos o material colhido é insuficiente para realização de um exame”, disse um perito. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

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