A campanha do candidato da coligação São Paulo, na Melhor Direção (PSDB-PTB-PHS-PSL-PSDC), Geraldo Alckmin, à Prefeitura de São Paulo ganha amanhã o reforço de uma das principais lideranças tucanas, o ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso. A assessoria de Alckmin confirmou que os dois se encontram por volta das 13h30 no comitê central de campanha do candidato, na região central da cidade.

Alckmin contou, na semana passada, que FHC lhe telefonou e ofereceu-se para participar da campanha. Com este apoio, o ex-governador acredita que podem ser feitas novas costuras à sua candidatura. A previsão é de que eles tomem juntos um café nas proximidades do comitê.

O apoio fortalece a candidatura de Alckmin em um momento crítico. Com o não engajamento do governador de São Paulo, José Serra (PSDB), na agenda eleitoral, Alckmin ficou sem padrinho. O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), em uma tentativa de compensar a ausência de Serra, esteve em São Paulo na semana passada e enfrentou até chuva para acompanhar Alckmin até uma padaria, onde tomaram café e pediram votos juntos.

Enquanto isso, permanece a expectativa sobre a participação de Serra nesta campanha. Na última semana, Serra disse que talvez aparecesse para tomar um chá com o correligionário e chamou de "bobagem" a "ansiedade" criada em torno deste tema.

Rodoanel

Antigos aliados, os candidatos Gilberto Kassab (DEM) e Alckmin agora divergem sobre investimentos da Prefeitura na construção do Rodoanel Mário Covas. Enquanto o atual prefeito Kassab prometeu ajudar o Estado a custear a obra se reeleito, Alckmin disse que a Prefeitura deve priorizar investimentos nos acessos ao Rodoanel.

Candidato pela coligação "São Paulo no Rumo Certo" (DEM-PR-PMDB-PRP-PV-PSC), Kassab ainda não definiu o valor a ser destinado ao Rodoanel, mas afirma que o investimento é possível, a exemplo do que fez com o Metrô. Alckmin, no entanto, se esquivou de responder se investiria no anel viário. "Se puder, ótimo, mas acho que a Prefeitura pode fazer muito no acesso ao Rodoanel", disse.

Alckmin disse ainda que pretende estimular o grafite na cidade, mas combater a pichação. "Grafitagem sim, pois é arte. Porém, vamos fazer um trabalho muito forte para não deixar ninguém sujar São Paulo com pichação", afirmou. Para provar a vontade de ver a cidade limpa, o candidato juntou papéis que seus cabos eleitorais haviam deixado cair ao longo da caminhada. "Se cair algum papel no chão, vamos limpar."

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