FHC faz novas críticas a Dilma em jornal dos EUA

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) criticou, em entrevista ao jornal Miami Herald, a pré-candidata presidencial Dilma Rousseff (PT). Em texto divulgado hoje no site do periódico, o ex-presidente qualificou a ministra da Casa Civil como dogmática e autoritária.

Agência Estado |

FHC afirmou que Dilma "ainda não tem qualquer experiência de liderança". Além disso, repetiu crítica realizada recentemente, segundo a qual a ministra "não é líder".

Questionado sobre se o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria influência sobre Dilma, caso ela fosse eleita, FHC disse que isso provavelmente não ocorreria, também por causa das características pessoais de Dilma. "Ela é uma pessoa muito dura, autoritária", avaliou o tucano.

Em uma comparação, o ex-presidente afirmou que Lula é mais independente em relação ao PT, além de qualificá-lo como "um negociador habilidoso". "Ele tem a habilidade para mudar de opinião", notou. Já a ministra provavelmente não teria essa postura, "porque ela é mais, talvez isso seja um pouco duro, dogmática. Ela tem uma visão um pouco mais datada, favorecendo uma maior interferência do Estado (na economia)".

O ex-presidente disse que Dilma "provavelmente" teria uma relação mais próxima com o presidente da Venezuela, Hugo Chávez. Após ressalvar que o Brasil tem instituições sólidas, FHC afirmou que "o coração de Dilma é mais próximo da esquerda".

Avaliação

Após a entrevista, o jornalista Andres Oppenheimer faz sua própria avaliação sobre a conversa com o tucano e o momento político do Brasil. Segundo ele, a campanha já está a pleno vapor, por isso é necessário relativizar um pouco as declarações dos políticos nesse momento. O jornalista apostou que a petista precisará caminhar para o centro para poder vencer.

Oppenheimer concordou com a solidez das instituições brasileiras, o que impediria que "qualquer presidente destruísse os ganhos econômicos do País dos últimos 15 anos". "Apesar da política externa repulsiva de Lula - ele está apoiando as piores ditaduras do mundo -, o Brasil provavelmente continuará como um modelo de comportamento econômico responsável e de redução de pobreza na América Latina", avaliou o jornalista.

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