FHC critica ingerência partidária em agências reguladoras

PORTO ALEGRE (Reuters) - O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso criticou nesta terça-feira o que classificou como ingerência partidária em agências reguladoras. Em quase todas as agências já existe ingerência partidária, política, sindical, corporativa. Então, o Estado não está regulando, é uma regulação negativa, não é positiva, disse Fernando Henrique em Porto Alegre durante palestra no 23o Fórum da Liberdade.

Reuters |

"Para esta agência ser competente é preciso que seja composta por gente competente sem ingerência partidária, não diria política. Política pode haver, mas não partidária."

Para o ex-presidente, o Estado deve ter um papel regulatório e as privatizações devem aumentar a competitividade nos setores, não criar monopólios privados.

O ex-presidente aproveitou ainda para criticar a política externa do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Para Fernando Henrique, a diplomacia brasileira usa dois pesos e duas medidas em questões como as denúncias de violações aos direitos humanos em Cuba, por exemplo.

FHC também classificou o Programa Nacional de Direitos Humanos proposto pelo governo Lula como "politicamente bastante desastroso" e defendeu que o projeto não seja aprovado.

A proposta do programa de criação de uma Comissão da Verdade para analisar supostas violações de direitos humanos cometidas durante o regime militar que governou o país entre 1964 e 1985 foi alvo de críticas e chegou a gerar desconforto no meio militar.

(Por Sinara Sandri)

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