Numa defesa à formação de uma chapa puro-sangue do PSDB à Presidência da República, o presidente de honra do partido, Fernando Henrique Cardoso, disse que o Brasil precisa continuar a ser construído. Construído na velocidade dos tucanos de São Paulo e Minas, finalizou.

Ele fez a afirmação minutos após o ex-governador de Minas Gerais Aécio ter roubado a cena ao ser proclamado pela plateia "vice, vice, vice". Na sequência, Fernando Henrique Cardoso disse que o partido não quer um Brasil que transforme o trabalho em marketing. "Só se pode entregar um País como o Brasil a quem tem a qualidade da liderança", afirmou, acrescentando que o candidato do PSDB, José Serra, construiu sua qualidade de líder ao longo de sua história.

O ex-presidente citou as obras de Serra à frente do governo de São Paulo, como o Rodoanel e novas estações de metrô. "A hora é agora, a hora é do Serra", defendeu. Para ele, o candidato do partido reconhecerá o que já foi feito até o momento pelo País. "O que foi feito, inclusive, no governo atual", disse, salientando, porém, que muito do que se faz no governo atual foi implantado em seu governo e nos anteriores. "O Brasil cansou de certa arrogância, de autoconfiança. O Brasil quer lei, quer respeito e, como diz José Serra, quer ver o malandro que roubou na cadeia", afirmou.

Fernando Henrique relatou o momento em que conheceu Serra, em 1965, no Chile. "Ele entrou na sala, com esse olhar esbugalhado que ele sempre teve", afirmou. Em seguida, buscou desmistificar a sisudez de Serra. "Essa cara, que parece um pouco fechada, é só para inglês ver". O mesmo empenho em tornar mais popular sua candidata foi feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na semana passada, durante a cerimônia de posse dos novos ministro, quando disse que a ex-ministra Dilma Rousseff não tinha obrigação de parecer simpática 24 horas por dia.

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