Festival de Veneza: Queda de público prejudica comércio na cidade

VENEZA ¿ A edição deste ano do Festival de Veneza tem registrado uma queda de público em relação aos outros anos, o que vem afetando os principais estabelecimentos comerciais da cidade italiana.

Agência Ansa |

Em média, os hotéis tiveram uma queda de 20% no número de reservas, mas alguns chegaram a registrar um número 40% menor de hóspedes no primeiro final de semana do Festival, que costuma ser o mais movimentado, em comparação ao ano passado.

Os bares das redondezas da mostra também sofrem com o faturamento menor do que o esperado. Outro sinal da queda de público do festival é o "Gift Room", local de comércio de luxo e sinal de glamour internacional, que neste ano se transferiu ao Festival de Toronto.

A imprensa também criticou a falta de público em Veneza. O jornalista Maurizio Porro, do jornal italiano Corriere Della Sera, afirmou que "há menos gente, sobretudo menos jovens". Para ele, a edição deste ano da mostra não condiz com os "hábitos dos jovens".

Paola Jacobbi, jornalista da revista norte-americana Vanity Fair, por sua vez, declarou que a culpa não é da organização do evento. "Não quero crucificar (Marco) Müeller, ele fez o que pôde", declarou, referindo-se ao diretor da Mostra.

Jacobbi, que há 21 anos cobre o evento, considera que a mostra passa por um momento de "transição estrutural", e acredita que a "crise econômica" tem sua parcela de culpa pela falta de púbico.

Já Maurizio Cabona, do jornal italiano Il Giornale, fala em crise geral e declínio italiano. "Há menos dinheiro e é caro vir a Veneza. Além disso, as estrelas de hoje como George Clooney e Johnny Depp estão entre os 40 e 50 anos, enquanto o público que vai ao cinema tem entre 12 e 25 anos", critica Cabona.

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