Festival de Veneza diminui espaço de produções hispano-americanas

Roma, 30 jul (EFE).- A 66ª edição do Festival Internacional de Cinema de Veneza manteve este ano sua aposta por uma forte presença italiana, em um evento que pretende reivindicar o papel do cinema como cultura do contemporâneo e que reservará um pequeno espaço às produções hispano-americanas.

EFE |

O filme brasileiro "Insolação", de Daniela Thomas e Felipe Hirsch, e o documentário "Viajo porque preciso. Volto porque te amo", de Marcelo Gomes e Karïm Aïnouz, são os dois representantes brasileiros na programação oficial desta edição, que será realizada entre 2 e 12 de setembro.

A Itália tem 22 filmes nas diferentes seções, enquanto na parte competitiva são os americanos, com 6 produções, os que dominam a seleção, com nomes como Michael Moore, Todd Solondz, Werner Herzog e a estreia no cinema do estilista Tom Ford.

Outros nomes que buscam o Leão de Ouro são o alemão Fatih Akin, o francês Patrice Chéreau, o japonês Shinya Tsukamoto e o chinês Pou-Soi Cheang.

Já fora de competição há diretores famosos como Steven Sodebergh, Oliver Stone e o espanhol Daniel Sánchez Arévalo.

Durante a apresentação do Festival, hoje, o diretor do evento, Marco Müller, destacou que, apesar de este ano não existir um argumento dominante na mostra, houve um "especial interesse em filmes conscientes de sua obrigação" de demonstrar "o poder do cinema.

Müller ressaltou a importância de que "nomes consolidados", como o alemão Faith Akin e o americano Michael Moore, tenham escolhido Veneza pela primeira vez para apresentar suas últimas produções, o longa-metragem "Soul Kitchen" e o documentário "Capitalism: A love Story", respectivamente.

A mostra será aberta com o primeiro filme em concurso, "Baaría", uma produção italiana dirigida por Giuseppe Tornatore e que tem entre os protagonistas Raoul Bova e Monica Bellucci.

Concorrem ao Leão de Ouro produções dos Estados Unidos como "Bad Lieutenant: Port of call New Orleans", dirigida por Werner Herzog e protagonizada por Nicolas Cage e Eva Mendes, assim como "Survival of the Dead", de George Romero, responsável, entre outras de "A Noite dos Mortos-Vivos" (1968).

Nesta mesma seção estará presente o estilista Tom Ford, que vai para trás das câmeras pela primeira vez para dirigir "A single man", que tem como protagonistas os atores Colin Firth e Julianne Moore.

Müller disse que este ano tanto na seção Orizzonti como na de filmes que concorrem pelo Leão de Ouro há dois títulos que ainda não foram anunciados e que serão uma "surpresa".

O diretor do Festival anunciou que os nomes dos dois trabalhos serão divulgados em breve e não descartou que reforçassem a presença americana na mostra, que este ano totalizou 17 produções.

Os americanos Steven Sodebergh e Oliver Stone, com "O Informante", protagonizado por Matt Damon e Scott Bakula, e o documentário "South of the Border" também são outras duas produções americanas representadas no festival.

Nesta seção também estará presente com o projeto "The Hole" o diretor Joe Dante, que estará no júri desta edição do festival, que este ano será presidido pelo cineasta taiuanês Ang Lee.

Na seção Orizzonti, onde são lançadas as novas tendência do cinema, está a única produção latino-americana presente este ano em Veneza, o filme peruano "Paraíso", dirigido por Héctor Gálvez.

O Leão de Ouro em homenagem à carreira será concedido aos cineastas da companhia de animação especializada em 3D John Lasseter, Lee Unkrich e Ash Brannon.

O filme chinês "Chengdu, wo ai ni", dirigido pelo cineasta Fruit Chan e pelo pai do rock chinês, Cui Jian, fechará a 66ª edição do Festival de Cinema de Veneza.

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