Festival de Veneza ainda não decolou, opina imprensa

VENEZA ¿ A 65ª edição do Festival de Veneza teve uma semana difícil, desde a abertura do evento, na quarta-feira, já que nenhum dos seis filmes em competição conseguiu seduzir o público até agora, e várias produções receberam, inclusive, críticas bem duras da imprensa especializada.

AFP |

Dois novos filmes estréiam, neste sábado, na disputa pelo Leão de Ouro: "Un Giorno Perfetto", de Ferzan Özpetek, e a co-produção Brasil-China-Japão "Plastic City", de Yu Lik-wai, com os atores brasileiros Tainá Muller e Milhem Cortaz.

Os longas exibidos ontem decepcionaram. O jornal italiano Corriere della Sera comenta que a construção complexa de "The Burning Plain", que desconcerta o espectador com flashbacks não identificáveis como tais, parece um pouco "gratuita" e vê "uma astúcia do roteirista", que mascara "uma direção apenas correta, escolar".

Mas o vinho melhora com o tempo, contemporiza o jornal, lembrando que esse ainda é o primeiro filme, como diretor, do brilhante roteirista mexicano Guillermo Arriaga ("Babel", "21 Gramas").

Em relação ao thriller erótico-literário "Inju", no artigo intitulado "Um filme de horror que provoca a hilaridade", a crítica do jornal La Repubblica ironiza: "o que faz um filme desse na competição pelo Leão de Ouro?".

Para o Corriere, o veterano da Nouvelle Vague Barbet Schroeder "imita (mal) Alfred Hitchcock", nesse filme "sem suspense, que acaba irritando o espectador, prisioneiro de uma farsa cerebral e pretensiosa".

"Um passo em falso na seleção oficial difícil de perdoar", conclui o jornal, ao se referir ao diretor artístico Marco Müller, em seu segundo mandato de quatro anos à frente do Festival.

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