O público da terceira edição do Festival Internacional de Cinema de Roma, encerrado nesta sexta-feira, premiou como melhor filme Resolution 819, do italiano Giacomo Battiato, sobre um dos piores massacres do século XX, no enclave muçulmano de Srebrenica, na Bósnia.

Um júri formado por cinco críticos de cinema premiou também como melhor filme "Opium War" do diretor afegão Siddiq Barmak, conhecido pela primeira fita "Obama".

Os dois filmes receberam o "Marco Aurélio de Ouro" do festival romano, dirigido pela primeira vez pelo crítico veterano de cinema italiano Gian Luigi Rondi.

O genocídio de Srebrenica, durante o qual 8.000 pessoas foram assassinadas em julho de 1995 por tropas servo-bósnias comandadas pelo general Ratko Mladic, a descoberta das fossas comuns, assim como a busca incessante por parentes desaparecidos, comoveram o espectador romano que premiou a denúncia e a busca pela verdade.

No total, 150 filmes, entre longa-metragens, documentários e curtos foram projetados, enquanto a sessão "Olho sobre o mundo" dedicou um amplo espaço ao renascimento do cinema brasileiro com a projeção de 21 produções realizadas nos últimos três anos.

Durante o festival, os ministros da Cultura de Itália e Brasil, Sandro Bondi e José Luiz Ferreira, assinaram em Roma, paralelamente ao festival, um acordo de co-produção cinematográfica através do qual os dois países se comprometem a destinar recursos de mais de 20% do custo para a realização de filmes.

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