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Festival de Cinema de Toronto será aberto com o canadense Passchendaele

Toronto (Canadá), 4 set (EFE).- A 33ª edição do Festival Internacional de Cinema de Toronto (TIFF, em inglês) tem início hoje com a estréia do filme canadense Passchendaele, a reconstrução de uma das batalhas mais épicas da Primeira Guerra Mundial, que contou com a participação de soldados canadenses.

EFE |

O festival também exibirá "Che", do diretor Steven Soderbergh, que tem a participação do ator brasileiro Rodrigo Santoro.

O canadense Paul Gross dirige e protagoniza "Passchendaele", filme que chega um momento particular para o Canadá.

O ponto de contato da produção com os dias de hoje é a relação do país com o Afeganistão. Ontem, três soldados canadenses morreram em um combate com talibãs no país asiático.

Com suas mortes, já são 96 os militares canadenses mortos na região.

Embora este número seja insignificante se comparado às baixas sofridas pelo Canadá durante a Primeira Guerra Mundial, o país encontra-se em uma posição similar, com constantes questionamentos sobre uma luta que não parece ter fim.

O filme de Gross transcende a realidade canadense e dá destaque ao que está acontecendo no sul do Canadá, nos Estados Unidos, além de falar das duas guerras no Iraque e Afeganistão.

Com a proximidade das eleições presidenciais, Iraque e Afeganistão estão na mente de muitos americanos. Além disso, os filmes que chegam este ano dos EUA estão dominados por um tom mais cômico e político que nas últimas edições.

É o caso do último longa-metragem dos irmãos Coen, "Burn After Reading", no qual participam alguns nomes importantes de Hollywood (Brad Pitt, George Clooney, John Malkovich e Tilda Swinton) e que estreou há poucos dias no Festival de Veneza.

Mas, como disse à Agência Efe Diana Sanchez, encarregada da seleção de filmes latino-americanos e espanhóis do TIFF, "enquanto na América do Norte há uma tendência mais política (nas produções), os filmes que estão chegando da América Latina não têm um enfoque tão social como antes".

Talvez a única exceção fique por conta dos filmes brasileiros que estarão presentes este ano no TIFF e que mantêm um forte tom social.

Para esta edição, o TIFF selecionou 15 filmes latino-americanos e espanhóis.

A lista se inicia com "Acne", de Federico Veiroj; "El cant dels Ocells", de Albert Serra; "Los girasoles ciegos", de José Luis Cuerda; "Che", de Steven Soderbergh; "El Greco", de Iannis Smaragdis, e "El cuerno de la abundancia", de Juan Carlos Tabío.

Além disso, os filmes "Liverpool", de Lisandro Alonso; "Radio Love", de Leonardo de Armas; "Retorno a Hansala", de Chus Gutiérrez; "Sexy Killer", de Miguel Martí; "La ventana", de Carlos Sorín; "Dioses", de Josué Méndez, e "Los paranoicos", de Gabriel Medina.

A lista se completa com "Salamandra", de Pablo Agüero; "Intimidades de Shakespeare y Víctor Hugo", de Yulene Olaizola; "Témoin indésirable", de Juan José Lozano; "Tony Manero", de Pablo Larraín; "Voy a explotar", de Gerardo Naranjo, e "Leonera", de Pablo Trapero.

De 4 a 13 de setembro, o TIFF exibirá 312 filmes procedentes de 64 países. EFE jcr/ab/plc

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