Festival de Cinema de Roma recebe filme sobre homossexualidade e neonazismo

ROMA ¿ A história de amor homossexual ambientada nos círculos neonazistas da Dinamarca no filme Brotherhood, do diretor ítalo-dinamarquês Nicolo Donato, protagonizou hoje o antepenúltimo dia do IV Festival Internacional de Cinema de Roma, no qual o filme compete dentro da seção oficial.

EFE |

O longa-metragem, apresentado hoje em um dia sem grandes estrelas no tapete vermelho do Auditorium Parque da Música, em Roma, conta a história de amor entre Lars e Jimmy, dois homens de ideologia neonazista que protagonizam surras a imigrantes e homossexuais nas ruas dinamarquesas.

No entanto, os dois vivem um amor em segredo, até o ponto em que têm que decidir se traem as ideologias do grupo ao qual pertencem ou seus próprios sentimentos, em uma história baseada em um documentário sobre a figura de um neonazista que de dia fazia parte de grupos de extrema direita e à noite mantinha relações homossexuais.

"Não quero falar dos fenômenos neonazistas. Meu filme não fala disto. É uma história de amor. Queria contar a história de amor em um contexto no qual não é aceita e onde pode nascer de todas formas", disse Donato, durante a entrevista coletiva de apresentação do filme.

"O amor é forte e tudo nasce da necessidade de respeitar os sentimentos", acrescentou.

Este é o primeiro longa de Donato, um ex-fotógrafo de moda que decidiu se dedicar à direção cinematográfica e que apresenta no Festival de Roma um dos 14 títulos que disputam pelo prêmio Marco Aurélio de Ouro de melhor filme.

Amanhã, desfilarão pelo tapete vermelho a atriz americana Meryl Streep, que apresentará o filme "Julie & Julia", e seus compatriotas, os irmãos Joel e Ethan Coen, com "A Serious Man".

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