Ferroanel para contornar SP ainda não saiu do papel

Há pelo menos uma década, governos, empresários e especialistas tentam encontrar uma solução para a disputa de trilhos da centenária estrada de ferro Santos-Jundiaí. Com o avanço populacional da Grande São Paulo e o crescimento da economia nacional, a convivência entre trens de carga e de passageiros começou a ficar complicada.

Agência Estado |

Para a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), o compartilhamento dos trilhos prejudica o serviço prestado a milhares de passageiros. Já a MRS, concessionária que atua no transporte de cargas, reclama das restrições de horários para transitar.

O primeiro projeto para resolver o problema surgiu na década de 90, com o desenho do Ferroanel. A ideia era semelhante ao do Rodoanel, ou seja, contornar São Paulo com trilhos que levassem ao Porto de Santos. Isso liberaria a malha existente para o transporte de passageiros. Tanto MRS como governo federal se empenharam para criar o projeto mais viável. Durante meses, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) estudou o empreendimento tanto do ponto de vista econômico como técnico. No final, ficou definido que a saída seria construir o Ferroanel Tramo Norte, entre Campo Limpo (SP) e a estação Engenheiro Manuel Feio, em Itaquaquecetuba, ligando a uma ferrovia já existente até Santos. A obra foi incluída no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), com data de conclusão em 2011. Mas até hoje não saiu do papel e o projeto deve mudar radicalmente.

O Ferroanel Norte abriria caminho rumo ao Rio de Janeiro, desviando cargas do Porto de Santos. Para o secretário de Transportes do Estado, Mauro Arce, uma boa alternativa seria o Ferroanel Sul, que ligaria Rio Grande da Serra a Evangelista de Souza (SP), aproveitando área do Rodoanel, orçado em cerca de R$ 800 milhões. Mas o que parece estar se consagrando como a alternativa mais viável foge ao desenho dos duas alternativas acima. Trata-se do Mergulhão. O presidente da CPTM, Sérgio Avelleda, explica que haveria a segregação de linhas de passageiro e de cargas com a construção de uma nova via entre Rio Grande da Serra e Mooca, de onde partiria um túnel que passaria sob Brás, Luz e Barra Funda. Desse trecho até Jundiaí também seriam construídas novas vias térreas. O Mergulhão deverá custar R$ 900 milhões e ser concluído em 24 meses. Avelleda afirma que só aguarda um pronunciamento do governo federal para sair do prancheta. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo .

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