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Fernandes: Queria saber até onde ele iria com o dossiê

O assessor legislativo do Senado André Eduardo Fernandes contou à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) Mista dos Cartões Corporativos que outras duas pessoas participaram do almoço que teve com o ex-secretário de Controle Interno da Casa Civil José Aparecido Nunes, no dia 20 de março. Questionado sobre a razão de ter marcado um almoço com Aparecido depois de ter-se sentido chantageado ao receber dele o e-mail com as informações que resultaram no suposto dossiê sobre gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, Fernandes respondeu: A vida política tem disso.

Agência Estado |

Eu queria saber até onde ele iria com aquele dossiê."

Fernandes disse que levou ao almoço o assessor do Senado Marco Polo e que Aparecido foi acompanhado do funcionário do Governo do Distrito Federal Nélio Lacerda. Ambos, segundo o assessor legislativo, eram amigos dele e de Aparecido. Fernandes acrescentou que seu último encontro com Aparecido foi no dia 26 de março, data do aniversário do ex-secretário da Casa Civil.

O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), reclamou do fato de a CPI não estar discutindo o que ele considera fundamental na questão do dossiê: quem mandou fazê-lo. "Eu tenho convicção de que foi a doutora Dilma", disse, referindo-se à ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. "As pessoas que mandaram fazer o dossiê estão passando ao largo desta CPI", afirmou o senador do PSDB.

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