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O assessor legislativo André Fernandes afirmou na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Cartões Corporativos que ouviu do ex-secretário de Controle Interno da Casa Civil José Aparecido Nunes, durante um almoço no dia 20 de março, no Clube Naval, em Brasília, que a ordem para a elaboração de um dossiê com gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso com cartões corporativos partiu da secretária-executiva da Casa Civil, Erenice Guerra. Segundo Fernandes, José Aparecido não disse a razão alegada para a elaboração do dossiê.

"Não disse, mas acho que fica nas entrelinhas", afirmou Fernandes, acrescentando a organização do dossiê teria sido coordenada pela servidora da Casa Civil Marisol Soledad. Fernandes, que é assessor do senador Álvaro Dias (PSDB-PR), contou que foi ele quem procurou José Aparecido para o almoço, logo depois que as informações apareceram na revista Veja descritas como parte de um dossiê. "Eu vi que estourou o escândalo e liguei ao José Aparecido para falar com ele", disse o assessor. De acordo com o relato de Fernandes, Aparecido estava "descontrolado" durante o almoço.
Parlamentares lhe perguntaram se Aparecido teria afirmado, no almoço, que lhe encaminhara o e-mail com as informações do dossiê com o intuito de intimidar a oposição, respondeu que isso "ficou subentendido". "Ele (Aparecido) é uma pessoa inteligente. Nunca falou em termos claros, mas disse que era 'uma planilha de dados seletivos' feita por uma equipe da Casa Civil."

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