Polícia Rodoviária Federal aponta 1.844 acidentes pelo Brasil, número menor que o do Natal. Minas Gerais é o estado mais violento

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) divulgou, na tarde desta segunda-feira, o balanço da Operação Ano-Novo nas estradas do País. Entre à 0h do dia 31 de dezembro até as 23h59 do dia 2, foram contabilizados 1.844 acidentes nas rodovias do Brasil, que deixaram 1294 feridos e 106 mortos.

Pelo dados, é possível dizer que a cada 17,4 acidentes foi registrada uma morte. No período, segundo o órgão, foram realizados 11.222 testes de alcoolemia, sendo que 292 deram positivo. Foram presas 128 pessoas por dirigirem embriagadas. Ao todo, as polícias fiscalizaram 64.858 veículos e pessoas.

A PRF ressalta, porém, que, ao contrário do que se imagina, o feriado de Natal foi mais violento que o de ano-novo. O número de mortos nesta última operação teve redução de 9% em comparação com o Natal, o de feridos 5%, e o de acidentes 2%.

"Historicamente, as festividades que celebram o nascimento de Jesus Cristo apresentam mais feridos e mortes nas rodovias federais se comparadas à virada de ano. A própria característica agregadora do Natal ajuda a entender os números. No período natalino, grande quantidade de pessoas viaja pelo País, para passar a noite de 24 de dezembro junto as suas famílias", diz o órgão, que acrescenta também que, durante o Natal, o movimento é mais uniforme nas rodovias. Já no ano-novo ele se concentra principalmente nas estradas que ligam ao interior ou litoral. 

Minas Gerais lidera o ranking tanto no número de acidentes, quando no de mortos. Nos três dias de operação da PRF, o Estado registrou 388 acidentes, com 19 mortos. Sâo Paulo teve 136 acidentes. Mais cedo, a Polícia Rodoviária Estadual (PRE) divulgou balanço do Estado de São Paulo, em que aponta 1.109 acidentes, com 673 feridos e 40 mortos entre a quinta-feira, dia 30, e a meia noite de domingo, 2.

No entender da PRF, as chuvas que caíram durante o fim de semana de réveillon, sobretudo no
Sudeste e Centro-oeste, provocaram redução da velocidade dos veículos nas estradas. Muitas famílias, considera o órgão, também desistiram de viajar por conta do mau tempo, o que fez o movimento ser "relativamente tranquilo" na saída e retorno do fim de semana.

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