SÃO PAULO ¿ Um abraço longo e apertado. É assim que Mallu Magalhães costuma receber amigos e pessoas que conheceu durante sua curta carreira. Longe da sua casa, sentada no sofá do apartamento de sua assessora, a menina prodígio do cenário indie paulistano comemora 16 anos com o lançamento de seu primeiro ¿ e aguardado ¿ disco.

Fenômeno da internet, o álbum que leva apenas o seu nome será lançado primeiramente para os clientes da uma operadora de celular. No formato CD, só no dia 15 de novembro.

Mallu está bem mais falante e elétrica do que há oito meses, quando foi descoberta no site MySpace e começou a tocar em clubes de música ao vivo da cidade. "Estou segura do que eu quero na vida. Antes não conseguia falar tudo o que passava pela minha cabeça", conta, com voz da adolescente que é.

E já fala em seu próximo disco. Mallu afirma que este primeiro não será tão bom como seus próximos trabalhos. Com 14 canções em inglês, a cantora entrega que suas 12 composições mais recentes são todas em português.

A menina que se emocionava a falar de Bob Dylan e Johnny Cash agora conta como Cartola, Jorge Ben e, especialmente, Los Hermanos mudaram sua paleta de cores. "Quero um dia poder compor como eles." Muito dessa mudança se deve à sua aproximação com Marcelo Camelo. Mallu participou do disco solo dele, "Sou", na faixa "Janta" e tocou ¿ e chorou ¿ quando se apresentou junto a ele no festival Coquetel Molotov, no Recife.

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