BRASÍLIA - Durou mais de duas horas a reunião do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com os ministros do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes, Carlos Ayres Britto e Cezar Peluso para avaliar as supostas gravações telefônicas clandestinas de autoridades, entre elas o próprio Mendes, presidente do STF.

O ministro Jorge Armando Félix, do Gabinete de Segurança Institucional, explicou no encontro que os grampos telefônicos não foram feitos por ordem da direção da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

Assessores do governo relatam que o Palácio do Planalto viu com "bons olhos" a iniciativa de Paulo Lacerda, diretor da Abin, de chamar a Procuradoria-Geral da República e a Polícia Federal para participar da sindicância que investiga as gravações clandestinas.

Também participaram do encontro os ministros da Justiça, Tarso Genro, e da Defesa, Nelson Jobim. Lacerda chegou ao Planalto para dar esclarecimento a Lula e aos ministros. Não há informação se ele esteve na reunião.

Escutas ilegais

Reportagem publicada neste fim de semana pela revista Veja mostra que os serviços de espionagem federais instalaram grampos telefônicos ilegais nos aparelhos de Gilmar Mendes. A revista atribuiu a ação à Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

De acordo com informações passadas por um agente da Abin à revista, também foram grampeados o presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), o líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), e os senadores Tasso Jereissati (PSDB-CE), Álvaro Dias (PSDB-PR), Demóstenes Torres (DEM-GO) e Tião Viana.

Outras vítimas dos grampos foram os ministros da Casa Civil, Dilma Rousseff, e das Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, além de Gilberto Carvalho, chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Não há detalhes das conversas deles capturadas pelo serviço de espionagem. ( Saiba mais sobre a denúncia de grampo )

(com informações da Agência Estado)

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