Félix defende permanência do Exército em morro no RJ

O ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general Jorge Armando Félix, defendeu hoje a permanência do Exército no Morro da Providência, no Rio de Janeiro, e negou que o trabalho lá realizado seja ilegal, como interpretou a Justiça Federal, determinando a saída dos militares. A Força deve continuar lá e o trabalho que está fazendo é importante, meritório, bem conduzido e está dando certo, declarou.

Agência Estado |

Segundo Jorge Félix, o trabalho do Exército no Morro da Providência está funcionando como um laboratório que poderá ser estendido a diversas outras comunidades, não apenas no Rio de Janeiro. Negou que exista a função de garantir a lei e a ordem e assinalou que o que o Exército realiza no morro em nada difere do que faz no Nordeste, abrindo estradas e construindo obras na transposição do rio São Francisco.

"A filosofia é rigorosamente a mesma. Não houve uso da Arma como segurança pública. Os soldados estão lá para garantir que o material não vai desaparecer e isso teria de ser feito na favela ou em Ipanema, porque acontece em todos os canteiros de obras do País. É preciso oferecer segurança às pessoas que trabalham e guardam material", assinalou o ministro do Gabinete de Segurança Institucional.

O general Jorge Félix disse que o episódio do assassinato dos três jovens entregues a uma quadrilha de traficantes do Morro da Mineira por uma patrulha do Exército não mancha a reputação da Arma. "É preciso não confundir um erro, um problema individual ou de um grupo com a instituição. É preciso separar bem as coisas", enfatizou.

Negou, igualmente, que as reformas das casas no morro sejam obra eleitoreira, destinadas a favorecer a candidatura do senador Marcelo Crivella (PRB) à prefeitura do Rio. "Cada um enxerga conforme a sua ótica e a ótica que estou observando é de que vemos uma Força constituída por parte da população, já que o Exército é integrado por pessoas das comunidades locais", rebateu. Segundo o general Jorge Félix, o trabalho do Exército no Morro da Providência resulta de um convênio firmado entre os Ministérios da Defesa e das Cidades, que considera perfeitamente legal e legítimo.

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