Felix: Abin colaborou com PF, mas não fez grampo

O ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Jorge Armando Felix, negou com veemência aos deputados e senadores da Comissão Mista de Controle de Órgãos de Inteligência que a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) tenha feito escutas ilegais durante a Operação Satiagraha, realizada pela Polícia Federal (PF). De acordo com o depoimento do general, a Abin, enquanto instituição, limitou-se a atender a um pedido da PF para prestar colaboração de rotina durante a operação.

Agência Estado |

"Não há, até agora, qualquer prova de envolvimento da Abin em escutas ilegais. O que houve foi uma cooperação legítima com os trabalhos da Polícia Federal", afirmou.

Felix disse que, quando se grampeia, as primeiras suspeitas recaem sobre um lado, ou sobre o outro, ou sobre a operadora de telefonia, a qual, em mais de 90% dos casos, propicia a interceptação, com autorização judicial. O ministro afirmou que, se há alguém da Abin envolvido na gravação ilegal de conversa telefônica do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, com o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), foi um comportamento clandestino.

O general afirmou que, "institucionalmente, a Abin não teve envolvimento e, como em outras ocasiões, vem sofrendo acusações injustas e precipitadas". Felix disse que a situação começa a clarear e pediu um pouco de paciência aos parlamentares até a conclusão do inquérito que está sendo feito pela Polícia Federal sobre os grampos.

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG