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Feldman: chapa pró-Kassab tem retirada forçada de nomes

O secretário municipal de Esportes de São Paulo, Walter Feldman, afirmou no início desta noite que a chapa de apoio ao prefeito Gilberto Kassab (DEM) na disputa à Prefeitura de São Paulo não tem perdido adesões, mas sofrido com a retirada forçada de assinaturas.

Agência Estado |

Essa pressão seria exercida por deputados e senadores do PSDB, "estimulados por personalidades do partido", disse Feldman, sem citar nomes. "Isso é constrangedor. É uma deseducação política", desabafou.

A um dia da convenção do PSDB que escolherá o candidato à Prefeitura paulistana, os tucanos estão divididos entre uma chapa que traz Geraldo Alckmin como candidato e outra que propõe uma aliança com o DEM, apoiando o atual prefeito, Gilberto Kassab.

Feldman ressaltou que a Executiva Municipal do PSDB mostrou "bom senso" ao decidir não impugnar a chapa pró-Kassab. "A Executiva Municipal vai trabalhar pelo direito de apresentação da chapa na convenção de amanhã", garantiu.

Segundo ele, a Executiva Municipal decidiu que na convenção valerá o número de adesões registradas na terça-feira, às 18 horas, "quando o documento pró-Kassab foi protocolado". Na ocasião, explicou Feldman, havia 424 assinaturas, quando o mínimo necessário eram 403. "Essa é a manifestação do presidente do PSDB, José Henrique Reis Lobo, e do vice-presidente do partido na capital, deputado Júlio Semeghini", explicou.

Sem número suficiente de adesões, a chapa corre risco de ser invalidada. A anulação abriria caminho para o pré-candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, ir à convenção de amanhã sem passar por disputa. O secretário acrescentou que a decisão de hoje da Executiva Municipal torna mais firme "o desejo de ir à convenção". "Não existe nada hoje que nos leve a retirar a chapa."

Feldman, no entanto, ressaltou: "Nós não somo teimosos. Há uma enorme imprevisibilidade na política", sugerindo que os integrantes da chapa pró-Kassab estão refletindo sobre os pedidos para que o partido não vá à convenção dividido. Até amanhã, haverá ainda muitas conversas e pressões, acrescentou Feldman. "Não há irreversibilidade na política, desde que haja argumentos contundentes."

"O que temos hoje é que 11 dos 12 vereadores do partido estão conosco", observou Feldman. Ele argumentou, ainda, que o PSDB tem uma aliança com o DEM, que deu certo. Segundo ele, seria um erro não continuar essa aliança "por problemas eleitorais". "A política deveria estar acima dos problemas eleitorais", disse.

Feldman comentou ainda o discurso do deputado Campos Machado (PTB), confirmado hoje como vice na chapa do ex-governador Alckmin. Machado disse que no PTB não há covardes, nem traidores, numa referência ao grupo tucano pró-Kassab. O secretário Feldman pôs panos quentes na polêmica. "Eu compreendo o deputado Machado, pois numa convenção se faz discursos mais fortes", afirmou. No entanto, "ninguém tem o direito de arrolar para si todas das virtudes do mundo e o PTB, como qualquer outro partido, tem problemas internos, inclusive de origem", concluiu.

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