Feira do livro de Turim abre em clima tenso

TURIM, 8 MAI (ANSA) - A Feira do Livro de Turim foi aberta nesta quinta-feira em clima de tensão devido aos pedidos de boicote feito por movimentos de esquerda e grupos pró-palestinos que protestam contra a participação de Israel como convidado de honra do evento.

Agência Ansa |

"Nenhum diálogo é possível sem o reconhecimento da legitimidade da existência de Israel e de seu direito de existir com paz e segurança", disse o presidente da Itália, Giorgio Napolitano, presente na abertura da Feira.

Centenas de pessoas, envolvidas em bandeiras do Estado hebreu, estavam presentes no estande de Israel.

Do lado de fora da Feira, manifestantes pró-palestinos foram deslocados para uma rua próxima por carregarem bandeiras com a frase: "Não ao colonialismo sionista, boicote a Israel, boicote à Feira do Livro 2008".

A Feira do Livro de Turim elegeu Israel como convidado de honra em ocasião do 60º aniversário de sua criação, o que provocou polêmica no mundo árabe.

No último 1º de maio, Dia do Trabalho, foram queimadas em Turim duas bandeiras de Israel e uma dos Estados Unidos.

O intelectual muçulmano Tariq Ramadan criticou que Napolitano tenha sido o primeiro presidente a inaugurar a Feira em seus 21 anos de existência e sustentou que sua presença "é um evento político e não cultural".

O embaixador de Israel na Itália, Gideon Meir, por sua vez, agradeceu especialmente o presidente Napolitano por sua forte posição em favor do Estado hebreu.

Em seu discurso na presença do chefe de Estado italiano, Meir ressaltou o apoio de Napolitano "quando nos meses passados houve tentativas e pedidos de boicote da Feira de Turim devido à presença de Israel". (ANSA)

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