Federação dos Trabalhadores dos Correios diz que 70% dos funcionários estão em greve

SÃO PAULO - Funcionários da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos decidiram, por meio de assembleias realizadas na noite de terça-feira, entrar em greve por tempo indeterminado. Segundo a Federação Nacional dos Trabalhadores em Correios, 33 dos 35 sindicatos já aderiram à paralisação e a estimativa é que 70% dos 109 mil funcionários estejam em greve.

Redação com Agência Estado |

AE
Funcionários dos Correios

A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, porém, afirma que apenas 8% dos funcionários pararam nesta quarta-feira.

Reivindicações

Os funcionários reivindicam uma reposição salarial de 41,03%, que corresponde a perdas ocorridas desde agosto de 1994. Também reivindicam um aumento linear de R$ 300 no piso salarial da categoria, que é de R$ 640.

Segundo o coordenador do Comando de Negociação da Fentect, Emerson Vasconcelos da Silva, a proposta dos funcionários foi apresentada aos Correios em 30 de julho, e a empresa, segundo ele, apresentou uma contraproposta de reajuste de 4,5%, que foi rejeitada pela categoria.

Reunião

O ministro das Comunicações, Hélio Costa, disse que está conversando com o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, para chegar a uma proposta que possa por fim à greve dos Correios. O Ministério do Planejamento é quem autoriza os reajustes.

Nesta terça-feira, o Planejamento recusou a proposta negociada entre os Correios e o sindicato da categoria, de reajuste de 9% e um acréscimo de R$ 100 ao piso salarial.

Hélio Costa disse que o reajuste de 9% é o teto que a estatal pode conceder e lembrou que essa proposta de aumento é para vigorar por dois anos. "Uma empresa só pode oferecer aquilo que está dentro do seu orçamento. Não pode oferecer além daquilo que está na receita. Senão leva a empresa à insolvência", afirmou Costa, depois de participar de reunião com a Frente Parlamentar de Modernização dos Correios, na Câmara dos Deputados. "Os correios têm a preocupação de atender seus funcionários dentro do que está nas suas posses", afirmou.

O presidente dos Correios, Carlos Henrique Custódio, disse que a proposta de 9% foi feita ao Comando de Greve, mas que não houve tempo de ser discutida com as bases regionais. Ele reforçou a ideia de que as negociações são todas para um acordo que vale por dois anos. "Queremos um acordo bianual para sair dessa questão de greve todos os anos", disse Custódio. Ao sair do Congresso Nacional, Hélio Costa admitiu a possibilidade da vigência desse acordo ser reduzida para um ano, se houver resistência dos funcionários dos Correios.

De acordo com o Diretor de Recursos Humanos dos Correios, Pedro Magalhães, a expectativa é de que a greve acabe ainda nesta quarta-feira. Não estamos em um momento propício para greves nos Correios. Recentemente ganhamos um voto de confiança do Supremo Tribunal Federal que decidiu favoravelmente à manutenção do monopólio postal. É hora de mostrarmos que temos responsabilidade, destacou.

São Paulo

Os serviços de entrega rápida dos Correios, como o Sedex 10, Sedex Hoje, Disk-Coleta, Logística Reversa e e-Sedex, foram suspensos em São Paulo e na região metropolitana , por conta da greve nacional da categoria. Segundo informações da assessoria dos Correios, estes serviços ficarão suspensos até o fim da paralisação.

(*com informações das agências Estado e Brasil)

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