Uma pesquisa da Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ) mostrou que 30,7% dos estabelecimentos comerciais tiveram funcionários afastados por terem contraído dengue na epidemia do verão passado. Em média, os trabalhadores infectados ficaram seis dias ausentes.

Cerca de 15,5% dos comerciantes registraram redução das vendas por causa dessas ausências, com perdas estimadas em 2,6% no faturamento do mês. O estudo foi feito em 938 estabelecimentos comerciais, em maio, e divulgado hoje.

O resultado motivou a Fecomércio a procurar a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) para elaborar um projeto que auxilie no combate à doença. A Secretaria estadual de Saúde também apóia a iniciativa. O plano está dividido em três etapas. A primeira é um mapeamento de contaminação. O objetivo é que sejam recolhidas amostras sanguíneas de 4.500 pessoas aleatoriamente para apontar o nível de contaminação do município do Rio.

As ações educativas e de prevenção serão realizadas por uma centena de agentes voluntários que irão distribuir material gráfico na porta das residências e orientar a população sobre a importância de medidas que contribuam para a redução de incidência da doença.

Amanhã, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, participará de reunião com o secretário estadual de Saúde, Sérgio Côrtes, e o futuro secretário municipal de Saúde, Hans Dohman, no Palácio Guanabara sobre dengue. O governador Sérgio Cabral e o prefeito eleito Eduardo Paes, ambos do PMDB, participarão do encontro, que tem como objetivo traçar um plano de emergência para combater uma possível epidemia no verão 08/09.

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