Fechamento de usina na China reduziu problema de saúde, sugere estudo

Um estudo divulgado esta semana na revista Environmental Health Perspectives sugere que crianças nascidas após o fechamento de uma usina termoelétrica na China tiveram 60% menos problemas de desenvolvimento. Os dados reforçam teses de quem argumenta que o país deveria adotar fontes mais limpas de energia.

Agência Estado |

O estudo determinou que, após o fechamento da usina na cidade de Tongliang, mulheres grávidas tiveram uma menor exposição a poluentes e seus filhos tiveram significativamente menos atrasos de desenvolvimento, como problemas de coordenação motora aos 2 anos. O estudo testou o desenvolvimento de dois grupos de cerca de 100 crianças, um antes do fechamento em 2004 e outro depois.

Barbara Finamore, diretora do National Resources Defense Council da China, cujo grupo ajudou os pesquisadores a identificar o local, disse que está esperançosa de que os achados convençam as autoridades a pesar as vantagens do carvão em relação aos custos para a saúde. "O carvão é muito mais barato que suas alternativas, mas quando você leva em conta o custo do carvão para a saúde as crianças, isso muda a equação", disse.

Peter D. Sly, chefe das pesquisas da saúde infantil da Organização Mundial da Saúde, disse o estudo mostra que a diminuição da exposição a poluentes durante a gravidez pode melhorar a saúde das crianças, mas acrescentou que esse estudo não tem implicações para "usinas térmicas modernas a carvão" na China. Essa usina em particular era antiga, e não tinha equipamentos de controle de poluição. "Minha opinião pessoal é que as usinas modernas podem ser melhores, mas não sabemos quanto melhores", disse.

AP

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