Fechado acordo para uso de diesel com menos enxofre

Foi assinado ontem um acordo judicial para compensar o não cumprimento da Resolução 315 de 2002 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), que determinava a adoção, em todo o País, de um diesel mais limpo, chamado S50, com 50 partes por milhão (ppm) de enxofre. O enxofre é um poluente com potencial cancerígeno.

Agência Estado |

O termo é menos rígido do que diz a norma.

O diesel fornecido hoje no interior tem 2.000 ppm de enxofre. A partir de 1º de janeiro, ele será substituído por um diesel um pouco menos sujo, com 1.800 ppm de enxofre. E deverá ser gradualmente trocado, até 2014, pelo diesel com 500 ppm de enxofre - 900% mais poluente do que o S50. O acordo foi assinado pelo Ministério Público Federal (MPF), governo do Estado de São Paulo, Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, Petrobrás, Ibama, Cetesb, Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, 16 montadoras de veículos e 1 fabricante de motores.

Por meio da assessoria, a Petrobrás informou que os termos por ela propostos foram praticamente todos aceitos. Em setembro, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, afirmou que o prazo sobre o uso do diesel mais limpo seria mantido: só carros com motores adaptados para o combustível S50 poderiam se licenciar. “Eles aceitaram a proposta da Petrobrás e da Anfavea”, lamenta Oded Grajew, do Movimento Nossa São Paulo. As montadores de veículos e a Petrobrás alegaram falta de tempo e de logística para descumprir a resolução aprovada em 2002. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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