O fazendeiro Américo Botelho, 91 anos, e o administrador de suas fazendas, Pedro Pereira, 52 anos, voltaram chegaram em casa hoje, depois de passarem 15 horas em poder de seqüestradores. Américo Botelho mora em Dourados (a 220 quilômetros de Campo Grande, região sul do Estado), e Pedro Pereira vive em Ponta Porã, que fica a 320 quilômetros da capital do Mato Grosso do Sul.

Eles foram seqüestrados por volta de 20 horas de sexta-feira (dia 29), quando chegavam na fazenda pertencente a Botelho há 35 anos na localidade paraguaia de Yby Yaú, a 120 quilômetros de Ponta Porã. O veículo que os dois ocupavam foi cercado por duas caminhonetes cabines duplas. Os dois homens tiveram os olhos vendados foram levados para local que não puderam identificar.

Botelho e Pereira foram libertados por volta de 23h de sábado (dia 30), em Cruze Bella Vista, a 10 quilômetros do local onde foram dominados. A família pagou resgate de R$ 300 mil, numa operação negociada pelo vice-ministro de Segurança Nacional do Paraguai, Carmelo Caballero, e o fiscal do Ministério Público do país vizinho, Adriano Ortiz. Caballero, acredita que a quadrilha será presa em poucos dias.

Policiais brasileiros e paraguaios, informaram hoje suspeitam que cinco pessoas, todas brasileiras e tidas como membros do Primeiro Comando da Capital (PCC). O juiz corregedor do Presídio Federal de Campo Grande, Odilon de Oliveira, não acredita ser o seqüestro, coordenado por membros da penitenciária, lembrando que a quadrilha formada por Fernandinho Beira-Mar e Juan Carlos Abadia, foi desmantelada este mês, e Beira-Mar está preso incomunicável.

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