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Fazenda vê terrorismo em críticas a quadro fiscal

Por Isabel Versiani BRASÍLIA (Reuters) - O Ministério da Fazenda rebateu nesta quinta-feira o que chamou de terrorismo nas críticas feitas à política fiscal e afirmou que a curva de juros no mercado tem superdimensionado a perspectiva de elevação da taxa Selic.

Reuters |

"Isso é o que eu chamo de terrorismo e eu não negocio com terrorista... A política fiscal é perfeitamente consistente com as metas estabelecidas pelo governo", disse o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, a jornalistas convocados a pedido do ministro Guido Mantega.

Parte das críticas feitas à elevação dos gastos públicos é construtiva e reflete preocupações do próprio governo que devem ser enfrentadas no médio prazo, acrescentou o secretário.

"Mas você tem uma discussão de fim de mundo", disse, referindo-se a argumentos de que, se o governo não reverter medidas tomadas nos últimos anos e adotar uma política de Estado mínimo, a política fiscal se tornaria insustentável.

Segundo Barbosa, as críticas exageradas têm partido principalmente da seara política, que teria se agarrado à questão fiscal em meio a um noticiário econômico predominantemente positivo.

A economia feita pelo setor público para o pagamento de juros caiu para 1,59 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) nos 12 meses até agosto, pior dado da série do Banco Central, iniciada em dezembro de 2001, e frente a 1,77 por cento nos 12 meses até julho.

As apostas de investidores no mercado futuro vinham se concentrando em aumento da Selic no segundo semestre de 2010, mas nos últimos dias houve um incremento nas expectativas de que isso ocorra na primeira metade do ano --com projeção até mesmo em janeiro.

Barbosa avaliou que a taxa de juros não vai subir da maneira como está precificado no mercado futuro. Segundo ele, apesar do crescimento da economia, a apreciação da taxa de câmbio vai conter a inflação.

"Não vejo trajetória perigosa para a inflação", afirmou, ao frisar que o último Relatório de Inflação do BC manteve a projeção do IPCA perto do centro da meta em 2009 e 2010.

Barbosa prevê crescimento de 4,5 por cento da economia brasileira em 2010, mas afirmou que a expansão pode chegar a 5 por cento.

Para ele, crescimento médio da economia de 5 por cento é sustentável dentro das condições atuais do país --o que significa que os agentes econômicos podem suportar um avanço do PIB maior do que isso após um ano de menor atividade sem elevar preços, afirmou.

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