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Favoritos eternos lideram disputa por Nobel de literatura

ESTOCOLMO, por Adam Cox e Johan Sennero ¿ Escritores que são favoritos perenes, desde o romancista americano Philip Roth até o japonês Haruki Murakami, lideram a lista de possíveis ganhadores do Prêmio Nobel de Literatura deste ano.

Reuters |

Italiano Claudio Magris é o favorito
em casa de apostas / Getty Images

A casa de apostas britânica Ladbrokes dá a preferência, pagando 3 por 1, ao acadêmico e jornalista italiano Claudio Magris, seguido pelo israelense Amos Oz e a norte-americana Joyce Carol Oates. O último colocado nas apostas da Ladbrokes, com 150 por 1, é o cantor e letrista Bob Dylan.

Mas o segredo que cerca as deliberações do comitê do Nobel sobre o mais ilustre prêmio literário anual no mundo é tão grande que até mesmo a data do prêmio é mantida em sigilo até pouco antes de ser divulgada a notícia do vencedor. As datas dos outros prêmios Nobel ¿ de ciências, economia e paz ¿ são marcadas com bastante antecedência. O primeiro, de fisiologia ou medicina, será anunciado em 6 de outubro.

Os apostadores não são os únicos a brincar de oráculo com relação aos prêmios Nobel, criados por Alfred Nobel, o inventor da dinamite, em seu testamento e que foram entregues pela primeira vez em 1901. Editores e escritores frequentemente participam desse processo.

O romancista norte-americano Michael Chabon fez uma lista dos escritores que ele gostaria de ver ganharem o prêmio. A lista é encabeçada por Ursula K. Leguin e inclui Michael Ondaatje, Cormac McCarthy, J.G. Ballard e Philip Roth. "Todos os anos torcemos por Philip Roth", disse ele.

Mais que louvores

Chabon, que recebeu um Prêmio Pulitzer em 2001 por seu romance "Incríveis Aventuras de Kavalier & Clay", disse que os grandes prêmios literários valem por mais que os louvores. "Um prêmio importante lança uma luz muito forte, frequentemente sobre cantos que estão na sombra sem merecê-la", disse.

Norte-americano Philip Roth é eterno
candidato ao prêmio sueco / AP

Ele próprio teve uma experiência diferente quando levou seu grande prêmio para casa. "No dia em que descobri que ganhara o Pulitzer, fui buscar meu filho de 3 anos na creche. 'Hoje papai ganhou um prêmio', eu disse a ele. Seu rosto se iluminou. 'Abre, abre!', disse ele."

O editor sueco Svante Weyler passou décadas tentando decifrar o pensamento do comitê do Nobel e disse que algumas das escolhas recentes surpreenderam completamente. A vencedora do ano passado, a britânica Doris Lessing, foi uma dessas escolhas inesperadas.

Weyler disse que pode ser hora de um poeta ser o escolhido, já que nos últimos anos o prêmio foi dado a escritores de prosa. Isso significaria que o poeta australiano Les Murray e o árabe Ali Ahmad Said Asbar, conhecido como Adonis, seriam possibilidades. Ambos estão entre os primeiros colocados na lista da Ladbroke's.

Weyler disse que seu favorito é Chinua Achebe, autor de "Things Fall Apart." "Mas desconfio que a academia pense que já deu o prêmio a um africano de sua geração, Wole Soyinka", disse o editor, que em 1996 previu corretamente a vitória da poetisa polonesa Wislawa Szymborska. Soyinka recebeu o prêmio em 1986.

Weyler acha que Philip Roth tem poucas chances de ganhar. "Ele é o grande escritor mais velho da prosa americana, mas acho que a academia não o considera suficientemente 'pesado'", afirmou.

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