O pré-candidato do PSDB ao governo de Minas, o vice-governador Antônio Anastasia, procurou minimizar hoje o impacto de uma eventual candidatura do vice-presidente José Alencar (PRB) à sucessão estadual como estratégia para unir a base aliada ao Palácio do Planalto no Estado. Na condição de governador em exercício (Aécio Neves segue em viagem ao exterior), Anastasia provocou ao afirmar que os eleitores não querem mais uma disputa muito personalista e é preciso discutir projetos.

"O que vai decidir a eleição não é o nome da pessoa, são os projetos, a capacidade de governar, o que já foi feito, as ideias, quem tem mais condições de governar o Estado em termos de sintonia com o governo, quem será mais hábil a dar continuidade ao que o governador Aécio Neves já realizou", disse, após uma solenidade de entrega de viaturas para a Polícia Civil.

Anastasia observou que o vice-presidente tem "toda legitimidade" para postular uma candidatura, mas ressaltou que está mais preocupado com suas próprias articulações. "O outro lado, eles que cuidem dele".

Alencar, que luta há anos contra um câncer no abdome, já afirmou que só decidirá se será candidato em meados de março, após analisar os resultados de exames médicos. Ele tem reiterado que prefere disputar uma vaga no Legislativo, principalmente uma cadeira no Senado.

A candidatura ao governo do vice-presidente é apontada como uma possível solução para resolver o impasse entre PT e PMDB no Estado. Enquanto os petistas convivem com uma luta fratricida entre o ex-prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel, e o ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias, o PMDB não aceita abrir mão da candidatura do ministro das Comunicações, Hélio Costa.

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