Fãs de Michael enchem homenagem ao cantor de sorrisos

Antonio Martín Guirado. Los Angeles (EUA), 7 jul (EFE).- Smile era a canção favorita de Michael Jackson, e foi exatamente isso - sorrir - que seus fãs fizeram dentro e fora do ginásio Staples Center, local de seu funeral.

EFE |

Cerca de 50 mil fãs se juntaram nos arredores do ginásio para dar seu último adeus ao artista, um número muito inferior aos 700 mil previstos pelas autoridades.

No interior do Staples Center, diante dos 11 mil privilegiados fãs que conseguiram ingressos, a atriz Brooke Shields revelou que a música "Smile", composta por Charlie Chaplin para o filme "Tempos Modernos" (1936), era a predileta de Michael.

"Precisamos sorrir, mesmo que, como diz a canção, nos doa o coração", disse Shields, com a voz embargada.

Até então, o recinto que acolheu a despedida pública de Michael tinha vibrado com o melancólico e doce adeus de Mariah Carey, com o sentimento de Lionel Richie e com a energia de Berry Gordy, fundador da gravadora Motown, que afirmou: "O título de 'rei do pop' é pouco, é o maior artista que já existiu".

Os fãs mais formais compareceram ao evento vestidos de preto, mas também houve quem optou por exibir alguns dos modelos que Michael usou em videoclipes como "Billie Jean", "Smooth Criminal", "Bad" ou "You Rock My World", além de arriscar o famoso "Moonwalk".

"Só peço que tudo isto não se transforme em um espetáculo de Hollywood e que seu legado seja lembrado", disse à Agência Efe Nicolas, um dos "clones" do artista.

A grande maioria dos fãs ficou de fora do perímetro delimitado pelas autoridades e lembraram o cantor a sua maneira.

"Estou aqui desde as 7h de segunda-feira", disse à Efe a mexicana Heidi López, uma adolescente que não teve sorte no sorteio dos ingressos, mas que decidiu passar a noite com cobertor e colchão em uma esquina próxima ao Staples Center "para obter o melhor lugar possível".

"Não tenho entrada, mas quero estar o mais perto possível de Michael. Ele não vai mais estar conosco e acho que devo estar aqui junto a ele", acrescentou.

A Polícia de Los Angeles teve muito menos trabalho do que o previsto e o dia transcorreu quase sem incidentes.

"Aqui estão pessoas que adoravam Michael, não deveria haver problemas", declarou à Efe o oficial Rodríguez, da Polícia local.

No entanto, instantes depois, as autoridades algemaram um homem que supostamente tentava vender, justo em frente aos policiais, um ingresso para o funeral.

Acompanhada em todo o mundo, a cerimônia demorou a começar. A área reservada para os convidados pela família Jackson foi se enchendo aos poucos, depois que aproximadamente um quarto desses assentos ter aparecido vazio no início da homenagem.

O público, que não hesitava em dançar as músicas de Michael que tocavam, interrompia de vez em quando o fluxo da cerimônia com gritos de "Te amamos, Michael" ou "Longa vida ao rei", enquanto a procissão de famosos seguia seu curso.

O discurso de Smokey Robinson anunciava o fim do memorial.

"Não achei que fosse ver isto, mas o mundo não o esquecerá.

Viverá para sempre, para sempre, para sempre", encerrou. EFE mg/bba

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