Fãs aproveitam homenagem e lotam teatro em N.York para lembrar Michael

David Valenzuela. Nova York, 30 jun (EFE).- Centenas de nova-iorquinos lembraram hoje Michael Jackson com uma homenagem feita ao cantor pelo Apollo Theater, no Harlem, palco que viu a carreira do rei do pop e de seus irmãos decolar nos anos 70.

EFE |

Durante horas, centenas de fãs de Michael, que morreu na quinta-feira passada em Los Angeles aos 50 anos, se amontoaram diante do histórico teatro nova-iorquino para serem os primeiros a participar da cerimônia pública que o Apollo dedica ao ídolo.

"Estou aqui para prestar homenagem a Michael Jackson. Se ele pudesse ver toda essa gente que o adora reunida aqui, surgiria um grande sorriso", disse à Agência Efe Ellis Seepersad, um funcionário de banco de Nova York que se vestia como o cantor.

Como ocorreu com a morte de James Brown em 2006, a Fundação do Apollo Theater quis prestar homenagem a um dos grandes da música negra e abriu as portas do local aos fãs.

O Apollo, onde não pode haver mais de 600 pessoas ao mesmo tempo, permite a entrada aos poucos dos fãs, que, uma vez dentro do teatro, podem ouvir músicas e ver videoclipes de Michael.

"Michael significava muito para mim. Estou muito feliz por o Apollo ter decidido dedicar a ele essa linda homenagem", explicou à Efe Adrianne Anderson, uma nova-iorquina de 27 anos que levou ao teatro um boneco do ídolo.

Anderson lembrou emocionada também o episódio em que conheceu em 2001 a estrela durante uma sessão de autógrafos na Times Square, após ficar na fila durante toda a noite.

Como essa jovem, muitos dos presentes têm lembranças relacionadas à paixão por Michael Jackson, um amor que a maioria das pessoas que fazem fila para entrar no Apollo manifestam cantando os grandes sucessos do ídolo.

"A espera valeu a pena. Ficamos cantando e dançando. Michael era o maior e estou muito contente de estar aqui para lembrá-lo", disse à Efe Antoinette Gable, uma nova-iorquina de 43 anos que cantou "Billie Jean" para os presentes ouvirem.

Gable lembrou que sempre viu Michael como um ídolo, mas também como "um grande ser humano que queria ajudar pessoas de diferentes culturas e países".

A maioria dos fãs de Michael vestia camisas com o rosto do cantor, usava luvas brancas e levava cartazes com sua foto, assim como capas de discos de vinil do artista.

O reverendo Al Sharpton, ativista e líder da comunidade negra dos Estados Unidos, foi o encarregado de iniciar a celebração no interior do teatro, em que os Jackson Five atuaram pela primeira vez, há mais de quatro décadas, e de onde saíram como estrelas.

O teatro planeja também realizar um minuto de silêncio em memória a Michael Jackson às 17h26 (18h26, Brasília), quando foi decretada a morte do cantor.

Desde que se soube da morte, centenas de pessoas se aproximaram do teatro para deixar flores, fotos, poemas e mensagens de apoio à família Jackson.

O Apollo se tornou assim o único lugar de peregrinação em Nova York para os seguidores de Michael, que pisou no local pela última vez em 2002, quando participou de um ato convidado pelo ex-presidente americano Bill Clinton.

A noite dos fãs que irão amanhã ao Apollo também será dedicada a Michael Jackson e contará com uma parte em que os participantes disputarão um concurso de melhor "moonwalk", o passo de dança popularizado pelo cantor.

A homenagem do Apollo acontece pouco após se saber, segundo a imprensa local, que o corpo de Michael Jackson será levado a Neverland na quinta-feira de manhã e que um funeral particular acontecerá no próximo domingo, após um ato aberto ao público que poderia acontecer já nesta sexta-feira.

O diário "The Wall Street Journal" também revela hoje alguns detalhes do último testamento de Michael Jackson, em que a herança é dividida entre sua mãe, Katherine, seus três filhos e algumas organizações beneficentes, mas que exclui Joseph Jackson, seu pai.

EFE dvg/rr

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