Farrah Fawcett, o símbolo sexual que marcou a década de 1970

LOS ANGELES ¿ A atriz americana Farrah Fawcett, que faleceu nesta quinta-feira aos 62 anos depois de uma longa batalha contra o câncer, ganhou fama na década de 70 graças à série de televisão As Panteras.

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Pôster considerado peça masculina "mais
influente dos últimos 50 anos" por revista

No entanto, foi sua aparição num pôster que a transformou num ícone logo elevado ao status de símbolo sexual e fenômeno da cultura pop.

Fawcett era uma atriz e modelo pouco conhecida quando foi chamada pela Arts Inc. en 1976 para tomar parte de uma sessão de fotografias.

A foto de Fawcett num maiô vermelho, com um amplo sorriso radiante e uma cabeleira abundante caindo sobre seus ombros, em um corte escalonado, definiu a imagem da atriz para sempre.

A foto atingiu a assombrosa soma de 12 milhões de cópias vendidas e desencadeou um estilo de corte de cabelo que foi imitado por milhares de mulheres ao redor do mundo, conhecido em inglês como "Farrah Hair".

Em 2007, a revista GQ considerou este pôster como "a peça de arte masculina mais influente dos últimos 50 anos" e o site oficial da atriz afirma que chegou a ser baixado mais de um bilhão de vezes.

A divulgação desse pôster aconteceu justamente quando estava para ser lançado o seriado "As Panteras", criado pelo lendário Aaron Spelling, que, como várias de suas séries, se transformou num grande sucesso da década.

Fawcett entrou para o elenco para viver a detitive sexy Jill Monroe, mas deixou a série depois de gravar 29 episódios e, após isso, nunca mais conseguiu um papel de grande sucesso ou foi promovida a estrela dos filmes de Hollywood.

No entanto, seu papel como uma mulher maltratada no filme de televisão "A cama ardente" lhe valeu em 1985 uma das seis indicações ao prêmio Globo de Ouro que acumulou em sua carreira, além de três indicações ao Oscar da televisão americano, o Emmy. Sua última indicação foi justamente ao Emmy de melhor atriz convidada na série "The Guardian".

Nos anos 70, Fawcett se casou com um dos astros do momento do espetáculo americano, o protagonista de "O homem de seis milhões de dólares", Lee Majors, de quem veio se divorciar em 1979.

Em 1982 começou sua longa história de amor com o ator Ryan O'Neal, com quem teve seu único filho, Redmond, em 1985, mas com quem nunca chegou a se casar.

Em meados dos anos 90, Fawcett e O'Neal deram por terminada sua relação repleta de idas e vindas, e a loura se envolveu com o cineasta James Orr.

Anos depois, Orr foi sentenciado a três anos de liberdade condicional por agredir a atriz em sua mansão de Bel Air, em 1997.

Nesse mesmo ano, a vida da atriz virou alvo de uma série de especulações na mídia, quando apareceu no talk show de David Letterman dando declarações completamente incoerentes que até os dias de hoje são recordadas como um dos momentos mais constrangedores da tv americana.

Em 2000 a atriz apareceu na comédia de Robert Altman, "Dr. T e as mulheres", ao lado de Richard Gere, Helen Hunt, Laura Dern e Kate Hudson.

Nos últimos anos, ela passou a ser alvo da imprensa interessada em registrar a atriz com sua aparência transformada pela quimioterapia.

A notícia de sua luta contra o câncer foi publicada em outubro de 2006, desencadeando uma série de declarações de apoio de seus fãs.

Em 2007 chegou a declarar em um comunicado que havia vencido a doença, mas, dois meses depois, o câncer reapareceu e a atriz buscou tratamentos alternativos na Alemanha, enquanto seu filho, Redmond, atravessava dramáticos episódios de envolvimento com as drogas junto ao pai, Ryan O'Neil.

Em uma entrevista ao jornal Los Angeles Times publicada em maio passado, Fawcett criticou a imprensa que investiu pesado sobre sua saúde.

"É muito mais fácil lidar com isso sem estar debaixo de um microscópio", censurou a atriz, admitindo que esse fatoua estressou muito.

Nos últimos dias de sua vida, seu eterno companheiro, Ryan O'Neal, declarou que gostaria de se casar com Farrah, a quem chamava de grande amor de sua vida.

"Pedi que se casasse comigo, outra vez, e ela aceitou", disse um emocionado O'Neal numa entrevista à ABC News.

"É uma história de amor. Mas não sei como atuar nesta. Não posso entender o mundo sem ela", disse O'Neal, que infelizmente não teve tempo de realizar seu sonho.

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