Farah pega 13 anos, mas sai livre

“A Justiça tarda, mas não falha”, comemorou ontem o promotor Alexandre Marcos Pereira, responsável pela acusação que condenou o médico Farah Jorge Farah a 13 anos de prisão e pagamento de multa. Ele foi considerado culpado pelo homicídio duplamente qualificado - por motivo torpe e emprego de meio que impossibilitou a defesa da vítima - e ocultação do corpo esquartejado de Maria do Carmo Alves, com quem manteve um relacionamento amoroso.

Agência Estado |

O crime ocorreu em 24 de janeiro de 2003 - Farah ficou cerca de 5 anos preso.

O juiz do 2º Tribunal do Júri da capital, Rogério de Toledo Pierri, decidiu que o médico poderia ficar em liberdade para recorrer da sentença. “Vou pedir o aumento da pena e a prisão dele”, disse Pereira, apesar de estar satisfeito com a condenação. “Não se pode confundir a comoção, o choque que é você ver as fotos do corpo esquartejado com uma reprimenda que não fosse ajustada”, avaliou Pierri. Além de a lei permitir claramente que se recorra em liberdade de uma condenação criminal, pesou a favor do médico uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que o livrou da cadeia por entender que, em liberdade, ele não oferecia riscos para o andamento da ação penal.

Após o julgamento, concluído ontem às 21h30, Aline Aparecida Alves dos Santos, sobrinha da vítima, pediu, emocionada, para abraçar o promotor. “Deus te abençoe”, emendou Alice Paulice Silva, mãe de Maria do Carmo. Alice disse estar aliviada com a decisão, mas que o médico ainda tem de “prestar contas a Deus”, e que, se Farah tivesse falado com ela, ela teria impedido a filha de persegui-lo. O médico foi embora sem falar com a imprensa. As informações são do O Estado de S. Paulo

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG