Famílias prejudicadas por explosão vão receber benefícios em Santo André

SANTO ANDRÉ - A Prefeitura de Santo André, no Grande ABC, cadastrou 12 pessoas, que foram prejudicadas pela explosão em uma loja de fogos de artifício na última quinta-feira, para receber benefícios sociais do município. A ajuda inclui o dinheiro do bolsa-família, cartão com 16 passagens de ônibus e vale alimentação.

Redação |

Entre os beneficiados estão os funcionários de um salão de beleza e de uma oficina mecânica, que tiveram os estabelecimentos interditados.


Local da explosão da loja de fogos de artifício em Santo André / AE

De acordo com a assessoria de imprensa da Prefeitura, foi realizada na noite de segunda-feira uma reunião da comissão de moradores com secretários da Prefeitura para discutir propostas às vítimas da explosão. Segundo o órgão, duas famílias foram abrigadas em um hotel ainda ontem.

Um empresário do município, que não quis ter o nome revelado, se dispôs a custear a hospedagem dessas duas famílias, que totalizam seis pessoas.

Outras duas famílias, conforme a Prefeitura, informaram que estão hospedadas na casas de familiares e preferiram não receber a ajuda neste momento.

A Prefeitura informa que o Fundo Social de Solidariedade da cidade recebeu doações financeiras e de materiais de construção de entidades e organizações. Eles serão usados para reconstrução e reparo das residências atingidas.

Após a explosão, 30 casas chegaram a ser interditadas. Após vistoria da Defesa Civil, 21 foram liberadas. Nesta terça-feira, cinco casas ainda permanecem interditadas necessitando de reformas para liberação, mas sem risco de desabamento. Outros imóveis foram completamente demolidos, incluindo a própria loja de fogos de artifício. 

Nesta terça-feira, está prevista uma nova reunião de vereadores para discutir projetos de lei que beneficiem os moradores atingidos pela explosão. À noite, os secretários municipais voltam a se encontrar com as famílias prejudicadas.

Segundo informações da Prefeitura, as ruas Américo Guazelli, onde aconteceu a explosão, e a rua Coroados estão abertas somente para o trânsito local. A Guarda Civil Municipal montou um posto na área para garantir a segurança dos imóveis interditados.

Causas da explosão

Agência Estado
Sandro Castellani e Conceição Aparecida Fernandes
O dono da loja, Sandro Castellani, e sua mulher, Conceição, em entrevista coletiva

Na segunda-feira, Sandro Castellani, dono da loja de fogos, e sua mulher, Conceição Aparecida Fernandes, prestaram depoimento no 3º Distrito Policial da cidade. Os dois negaram que produzissem fogos de artifício e afirmaram que apenas vendiam os produtos.

Segundo Sandro, a explosão teve início quando ele e um vizinho manuseavam uma antena na laje da loja e ela encostou em um fio elétrico, ocasionando um curto-circuito . "Levamos um choque forte, e, um minuto depois, começamos a ouvir as explosões", contou.

Ele afirmou ainda que os vizinhos acionaram o Corpo de Bombeiros imediatamente, mas não houve tempo hábil para evitar novos estouros.

Sandro qualificou como uma "fatalidade" o episódio e disse que sua vida "acabou". "Perdemos pessoas que amávamos muito. Ela era minha segunda mãe (em referência a Ana Maria de Oliveira Martins, de 58 anos, empregada da família, morta no acidente), afirmou, acrescentando que todos os bens que possuíam estavam na loja e foram destruídos.

Além de Ana Maria, o primo de Sandro, Denian Castellani, de 41 anos, também morreu no acidente. Outras 12 pessoas ficaram feridas.

O impacto da explosão foi tão forte que, segundo o Corpo de Bombeiros, foram causados danos em um raio de 80 metros. Quatro quarteirões em torno da rua Américo Guazzelli chegaram a ser isolados.  

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