Famílias pedem que Thales continue fora do Ministério Público

SÃO PAULO - O advogado das famílias de Felipe Siqueira Cunha de Souza e Diego Mendes Modanez, Pedro Lazarini, contestou nesta terça-feira a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de reconduzir Thales Ferri Schoedl ao cargo de promotor de Justiça. Thales é acusado de assassinar Diego Modanez no litoral paulista em 2004.

Carolina Garcia, do Último Segundo |

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Lazarini justifica sua decisão afirmando que o ministro do STF competente para avaliar esta decisão seria Eros Grau e não Carlos Alberto Menezes Direito. O ministro Eros Grau recebeu duas vezes a liminar e a negou. A lei determina que o juiz que recebe a liminar se torne um juiz prevento, responsável pelo caso, explica o advogado.

Lazarini afirmou não concordar com a decisão e disse que irá recorrer. Já estão prontos dois tipos de recursos, que já foram encaminhados para o STF. Um como assistente de acusação e outro para sustentar a legitimidade do Conselho Nacional do Ministério Público, que decidiu a retirada da função de Thales.

As famílias envolvidas no processo, segundo Lazarini, ficaram muito constrangidas com a decisão do STF. Eles sempre negaram a liminar, foi uma surpresa. Porém, acreditamos que os ministros do Supremo irão reconhecer a constitucionalidade e manter a decisão da exoneração do promotor.

Decisão gera revolta nas famílias

Em entrevista ao Último Segundo, Wilson Souza, pai de Felipe Siqueira Cunha de Souza, atingido por quatro tiros disparados pelo promotor, disse ser lamentável a decisão do STF. Mais uma liminar que protela a tragédia que esse promotor trouxe para a nossa vida há quatro anos. 

Segundo Souza, o filho não está totalmente recuperado e sofre quando a Corte anuncia alguma decisão sobre o caso. Em situações como essa, Felipe fica muito mal, é como se tudo viesse à tona novamente. Fisicamente ele está recuperado, mas o trauma fica.

O caso

O promotor de Justiça Thales Schoedl é acusado de ter matado a tiros o estudante Diego Mendes Modanez, de 20 anos, no dia 30 de dezembro de 2004, em Bertioga, litoral de São Paulo. Felipe Siqueira Cunha de Souza, 20, também foi atingido com quatro tiros pelo promotor.

Segundo o promotor, ele e a namorada deixavam uma festa na Riviera de São Lourenço, quando um grupo de jovens teria abordado a moça. Thales alegou que agiu em legítima defesa.

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