Famílias de vítimas do AF 447 exigem respostas da Air France

PARIS (Reuters) - A associação de defesa das famílias de vítimas do voo AF 447 exige da Air France informações sobre as mensagens automáticas transmitidas pelo avião antes do acidente, para conhecer os fatos que saem do domínio público. Em uma carta divulgada na quinta-feira, a Associação para a Verdade, Ajuda e Defesa das Vítimas do AF447 formulou certo número de perguntas às quais gostaria de ter respostas para compreender melhor e ser tranquilizada quanto à transparência total da investigação e à boa fé da Air France no tocante a esse assunto.

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O presidente da associação, Christophe Guillot-Noel, pediu explicações sobre as mensagens automáticas destinadas à manutenção da Air France (Acars), "a explicação factual e completa sobre cada uma das informações recebidas" e a divulgação "da sequência inteira das mensagens".

A íntegra das mensagens Acars não foi divulgada pelo Escritório de Investigações e Análises (BEA), encarregado do inquérito administrativo. O site Eurocockpit (www.eurocockpit.com) diz ter tido acesso às mensagens e afirma que elas evidenciam o fato de o congelamento dos tubos pitot ter tido responsabilidade pelo acidente.

O BEA divulgou na quinta-feira, num primeiro relatório, que os tubos foram "um dos elementos" responsáveis pela catástrofe do Airbus A330 que desapareceu sobre o Atlântico no dia 31 de maio com 228 pessoas a bordo, mas não sua causa.

Christophe Guillot-Noel questionou também "os procedimentos empregados pela Air France para voos em célula tempestuosa" e, especialmente, perguntou sobre a possibilidade dos pilotos evitarem essas massas de nuvens.

"Nossas perguntas requerem apenas respostas factuais e não pedem à Air France nenhuma interpretação quanto às causas ou outra interpretação dos fatos", diz ele na carta endereçada ao diretor-geral, Pierre-Henri Gourgeon.

O advogado das famílias, Sylvain Maier, disse à Reuters que vários familiares de vítimas foram à sede do BEA em Le Bourget na tarde da quinta-feira.

(Por Clément Guillou)

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