Famílias de sem-teto invadem prédios e terrenos em São Paulo

SÃO PAULO - Comandadas pela Frente de Luta por Moradia (FLM), centenas de famílias de sem-teto invadiram, simultaneamente, vários imóveis públicos e particulares na cidade de São Paulo entre a noite de domingo e a madrugada desta segunda-feira. Apesar da agitação, não houve conflito, segundo a Polícia Militar.

Agência Brasil |

Na região central, foram tomados três prédios, um deles sempre alvo de invasões: a antiga sede do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e os demais particulares, um na Avenida Prestes Maia, que havia sido desocupado há cerca de dois anos, e outro na Avenida São João.

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Grupo sem-teto ocupa um prédio na av. Prestes Maia, em São Paulo
A maior ação ocorreu em um terreno de 1 milhão de metros quadrados, na Rua Bento Guelfe, no bairro do Limoeiro, na zona leste, onde, segundo o coordenador da FLM, Osmar Borges, participaram 800 famílias.Esse terreno pertence a uma indústria que acumula uma dívida de R$ 2 milhões com o BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social], justificou, defendendo que o objetivo desses movimentos é cobrar das autoridades a destinação de recursos para moradia às famílias com renda de até três salários mínimos.

Outro terreno do INSS foi invadido na Avenida Teotônio Villela, nº 800, em Cidade Dutra, na zona sul de São Paulo, por cerca de 50 famílias. Ainda hoje, o movimento pretende fazer manifestações em frente à agência da Caixa Econômica Federal (CEF) no bairro do Morumbi.

Segundo Borges, a capital paulista tem déficit de l,6 milhão de moradias para as famílias mais pobres. Ele teme que os recursos destinados ao programa do governo federal Minha Casa, Minha Vida acabem atendendo apenas as famílias de classe média.

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