Os familiares dos passageiros do voo AF 447 formaram hoje uma comissão de 12 pessoas para acompanhar os trâmites das operações de busca pelo Air Bus 330 da Air France. A primeira reivindicação dos parentes é enviar um grupo deles para o Cindacta 3, em Recife, onde está montada a base das operações.

O objetivo é levantar todos os detalhes sobre o resgate. "Estas pessoas representarão neste momento os interesses dos familiares destas pessoas neste infeliz acidente", disse o gerente de hotel Maarten van Sluys, irmão da passageira Adriana van Sluys, que viajava a trabalho pela Petrobras.

Amanhã, às 10 horas, a comissão promoverá uma missa em memória dos desaparecidos na Igreja da Candelária, no Centro do Rio de Janeiro. Nesta manhã, a ideia de viajar até o Recife dividiu os familiares reunidos pela Air France no Hotel Windsor, na orla da Barra da Tijuca. Alguns avaliavam que o sistema montado pela Marinha e pela Aeronáutica, que disponibilizaram oficiais em contato direto com a base de operações em Recife, seria suficiente.

A aeronave da Air France desapareceu no Oceano Atlântico com 228 pessoas a bordo durante o trajeto Rio de Janeiro-Paris. De acordo com a companhia e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), 58 brasileiros embarcaram na aeronave. O último contato do Airbus ocorreu às 23h14 de domingo. Ontem (2), o Ministério da Defesa brasileiro confirmou o acidente, com base em destroços encontrados próximo à costa do País.

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