Família identifica rapaz que fez refém no Guarujá

O jovem que se matou na tarde de sexta-feira, depois de manter uma turista refém durante mais de três horas no Guarujá, no litoral paulista, era Jhonatan Lopes dos Santos e tinha 19 anos. O corpo foi identificado por familiares que compareceram hoje ao Instituto Médico Legal (IML) e enterrado às 17 horas no Cemitério de Morrinhos 1, no distrito de Vicente de Carvalho.

Agência Estado |

Tia, madrinha e mãe adotiva de Jonathan, a vendedora Roseli de Oliveira, de 34 anos, era a mais abalada dos parentes que viajaram de Taquaritinga, no interior de São Paulo, até o litoral. Roseli afirma que soube do seqüestro quando uma vizinha identificou Jhonatan pela televisão. "Eu não acreditei, mas não me admiro de ele não ter feito nada com a mulher. Ele não era santinho, mas nunca matou ninguém, nunca bateu em ninguém", disse a tia, que o adotou com dois meses porque a mãe não podia criá-lo. Segundo ela, os problemas do jovem começaram aos 15 anos, quando se envolveu com drogas.

Jhonatan foi viciado em maconha e crack e ficou nove meses detido na Fundação Casa de Sertãozinho depois de cometer furtos para sustentar o vício. "Mas ele tinha se recuperado, ficou uns cinco, seis meses sem usar nada quando morava comigo", conta Roseli. Ela não via o sobrinho há três meses, desde que ele havia se mudado para Limeira para morar com a família da esposa. Apenas na sexta-feira soube da separação do casal.

De acordo com a documentação da Polícia Científica, a necropsia constatou que a bala estava alojada no lado direito da cabeça. O projétil retirado é similar ao de um revólver calibre 32. O laudo com o resultado do exame de balística ainda é aguardado.

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