Família e PM vão depor sobre morte de rapaz em casa

O policial militar Ricardo Andrade, autor dos disparos contra Bruno Magalhães, será interrogado na Delegacia de Homicídios na próxima semana. O rapaz foi morto em casa após sua família chamar a PM para tomar uma atitude com Magalhães, que estava consumindo droga dentro do quarto.

Agência Estado |

Outros dois policiais que participaram da ação, os familiares e os dois rapazes que estava dentro do quatro com Bruno também serão ouvidos na investigação para apurar se houve exagero e despreparo por parte do soldado.

Embora o boletim de ocorrência indique que foram feitos 12 disparos, apenas quatro balas foram encontradas no corpo do rapaz viciado em crack e cocaína. Os policiais foram chamados à casa pela família depois que o rapaz de 29 anos se trancou com desconhecidos dentro do quarto para usar droga. Bruno não quis abrir a porta e os policiais chegaram a disparar balas de borracha, antes de arrombar a porta com permissão do pai. Armado com uma faca de cozinha, Bruno agrediu Andrade que se defendeu disparando contra o rapaz. Ele morreu a caminho do hospital.

Segundo relato de vizinhos e parentes, Bruno era uma rapaz alegre, que fazia sucesso com as garotas. Começou a fumar maconha no fim da adolescência. Mas a mudança de comportamento só ficou bastante visível nos últimos anos, depois que ele passou a consumir cocaína e crack e tornou-se agressivo com a família. Ele chegou a cursar Direito numa faculdade da capital, mas trancou a matrícula no início do ano.

Um dia depois do enterro de Bruno Magalhães, morto a tiros dentro de sua própria casa por um policial militar, o clima ainda era de indignação no bairro Esplanada, onde morava a vítima. Sob impacto da tragédia, o pai de Bruno, o aposentado Marco Antônio Andrade, não quis fazer comentários.

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