Família e médicos evitam falar sobre causas da morte de Michael

Los Angeles (EUA), 25 jun (EFE).- O cantor americano Michael Jackson, considerado o rei do pop, morreu hoje em Los Angeles, aos 50 anos, em circunstâncias ainda não esclarecidas nem pela família nem pelos médicos que o atenderam no hospital.

EFE |

Uma equipe médica enviada à residência do artista encontrou-o sem respirar. No local, os paramédicos fizeram uma massagem cardíaca para reanimar o artista, que foi declarado morto após ser levado para o hospital da Universidade da Califórnia (UCLA).

Logo após as primeiras notícias sobre a internação do músico, uma multidão de fãs se aglomerou em frente ao centro médico para ter informações sobre o estado de saúde do cantor.

Quando finalmente a morte de Michael foi confirmada, fãs começaram a se reunir em outros pontos do país, como em Times Square, um dos cartões-postais de Nova York, para chorar a morte do artista.

Até o momento, as causas da repentina morte do músico, que completaria 51 anos em agosto, não foram divulgadas nem pelo hospital da UCLA nem por familiares.

Mas a Polícia de Los Angeles já disse que abriu uma investigação para esclarecer o ocorrido, apesar de não existirem indícios de um crime.

Em declarações à imprensa, o porta-voz do artista e advogado da família Jackson, Brian Oxman, mostrou-se preocupado com as excessivas doses de remédios que cantor vinha tomando.

Ainda segundo Oxman, Michael, que vinha se preparando para a série de shows que faria em Londres (Reino Unido) a partir de julho, tratava de uma perna e uma vértebra quebradas, entre outras lesões.

Ao longo da carreira, foram vários os momentos em que o cantor precisou de cuidados médicos. Só em 2005, quando foi julgado e inocentado das acusações de abuso sexual contra um menor, o músico precisou da ajuda de profissionais de saúde pelo menos quatro vezes.

Com as 50 apresentações programadas para Londres, cujas entradas já estavam esgotadas, Michael preparava seu retorno à música após anos de escândalos e notícias sobre suas excentricidades.

Segundo a imprensa especializada, os shows iriam ajudá-lo a se recuperar financeiramente, já que, segundo rumores, tinha uma dívida de aproximadamente US$ 400 milhões.

Nos últimos anos, o cantor virou notícia por comportamentos estranhos, como vestir-se de mulher e tapar o rosto dos filhos com máscaras ao levá-los para sair.

Michael se casou duas vezes: na primeira, com Lisa Marie Presley, filha de Elvis, o "rei do rock", e na segunda, com a enfermeira Deborah Rowe, mãe de dois de seus filhos, Prince Michael e Paris.

O cantor ainda teve um terceiro filho, Prince "Blanket" Michael Jackson II, mas a identidade da mãe deste nunca foi divulgada.

Sobre sua fisionomia, que mudou significativamente desde que ficou mundialmente conhecido, Michael admitiu ter feito duas cirurgias no nariz e uma para ficar com uma covinha no queixo, segundo a autobiografia "Moonwalk" (1988).

Já sobre a mudança na cor da pele, o cantor atribuiu-a à doença conhecida como vitiligo, que causa despigmentação.

No entanto, essas e outras excentricidades nunca ofuscaram seu passado artístico e musical.

Michael foi um garoto prodígio. Estreou no palco aos 4 anos e aos 12, como integrante do grupo Jackson Five, formado por seus irmãos, ficou famoso no mundo todo.

Em 1979, com a música "Don't Stop 'Til U Get Enough", o artista, então com 20 anos, ganhou o primeiro de seus 13 Grammy. Mas foi em 1982, com o lançamento do disco "Thriller", que Michael virou um dos maiores artistas de todos os tempos.

Com esse álbum, o cantor revolucionou a música pop, tanto com suas canções como com seus célebres vídeos. Até hoje, os zumbis do clipe de "Thriller" e os passes de dança de "Billie Jean" ainda são referência no mundo da música. EFE pgp/sc

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